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Artigo: Saúde mental materna importa muito: saiba mais sobre psicologia perinatal

Saúde mental materna importa muito: saiba mais sobre psicologia perinatal

Saúde mental materna importa muito: saiba mais sobre psicologia perinatal

Todos esperam que a chegada de um bebê seja um momento de felicidade absoluta, mas quem vive o dia a dia sabe que a conta emocional é alta.

Por muito tempo, as consultas de pré-natal focaram só na parte física, nos exames de sangue e no ultrassom, como se a saúde mental da mulher não estivesse passando por uma revolução juntamente com o corpo.

Porém, se formos realmente honestos, a saúde mental materna é o ponto principal que sustenta todo o resto, não é mesmo? E é nesse contexto que a psicologia perinatal vem somar muito.

Isso porque ela foca em olhar a mente da mãe com o mesmo cuidado que o corpo está exigindo, desde o momento em que ela decide engravidar até os primeiros anos de vida do filho.

Esconder o medo, a ansiedade ou aquela sensação de "será que eu dou conta?" ainda é um peso para muitas mulheres, mas falar sobre isso é o que evita problemas maiores lá na frente.

Afinal, cuidar das emoções da mãe é, no fim das contas, garantir que o bebê cresça em um ambiente mais saudável e feliz.

O pré-natal psicológico

Se o corpo precisa de obstetra e vitaminas, a mente precisa de um lugar seguro para desabafar, se apoiar e se acalmar.

O pré-natal psicológico funciona exatamente assim: um espaço para a gestante falar sobre suas angústias e expectativas sem medo de ser julgada.

Algumas vezes, a pressão para ser uma mãe perfeita acaba criando um silêncio perigoso, mas quando a mulher coloca para fora o que está sentindo, as chances de desenvolver quadros como a depressão pós-parto diminuem bastante, porque ela aprende a lidar com a realidade da maternidade de um jeito menos romantizado.

O objetivo é dar ferramentas para que a mãe consiga atravessar as fases difíceis com mais autoconfiança.

Esse apoio durante a gravidez é essencial para que ela consiga estabelecer limites com as opiniões alheias e entender que a sua forma de maternar é a que realmente importa para o seu filho.

Como a saúde emocional da mãe reflete no bebê

A ciência já deixou claro que o que a mãe sente chega até o bebê. Quando a gestante vive sob um estresse muito forte por muito tempo, isso pode afetar o desenvolvimento da criança.

É por isso que investir em psicologia perinatal não é frescura, é questão de saúde pública, pois uma mãe que está emocionalmente bem consegue entender melhor o que o recém-nascido precisa, criando o que os especialistas chamam de apego seguro.

Dessa forma, o bebê se sente muito mais protegido quando percebe que a mãe está presente de corpo e alma, e isso ajuda no desenvolvimento da inteligência emocional dele para o resto da vida.

Ou seja, quando a gente cuida de uma mãe, está praticamente cuidando de toda uma geração que vem por aí.

Dicas para manter uma boa saúde emocional no puerpério

Atravessar o pós-parto exige, acima de tudo, carinho consigo mesma.

Por isso, o primeiro passo é baixar o nível de exigência, entendendo que a casa não vai estar impecável e o ritmo de vida mudou bastante, e está tudo bem.

O sono, mesmo que picado, precisa ser uma prioridade, porque ficar sem dormir é um dos maiores gatilhos para a irritabilidade e a tristeza. Então anote aí:

  • Aceite ajuda: se alguém oferecer apoio, peça para lavarem a louça ou cuidarem do bebê enquanto você dorme ou toma um banho em paz.
  • Desligue as notificações: evite conteúdos que façam você se sentir mal ou que tragam comparações desnecessárias.
  • Converse com outras mães: trocar figurinha com quem está no mesmo barco ajuda a ver que seus sentimentos são normais.
  • Não ignore os sinais do seu corpo: se a sobrecarga parecer pesada demais, procure um profissional focado em psicologia perinatal.

A rede de apoio como escudo protetor

A saúde mental materna depende muito de quem está em volta da mulher. Diversas vezes, as visitas chegam e só olham para o bebê, esquecendo de perguntar como a mãe está se sentindo de verdade.

O apoio que realmente funciona é aquele que não julga, que não traz palpites e que se preocupa em cuidar, sobretudo, de quem está cuidando. Logo, a rede de apoio precisa agir para proteger o descanso e a mente da mãe.

Pequenos gestos, como garantir que ela se alimente bem ou tenha um momento de silêncio, fazem toda a diferença para a saúde emocional.

Afinal, quando a família entende que a mãe precisa estar bem para o bebê ficar bem, todo o ambiente da casa muda para melhor.

A psicologia perinatal também está aí para mostrar que nenhuma mãe precisa carregar o mundo nas costas e que buscar ajuda é um sinal de enorme coragem e responsabilidade.

Portanto, falar sobre o que dói e priorizar o próprio bem-estar durante a gestação e depois do parto é o maior ato de amor que uma mãe pode ter por si mesma e pelo seu filho.

Daqui, nosso desejo é que cada mulher possa encontrar o acolhimento que merece para viver essa transformação de um jeito inteiro e saudável.

Fontes e referências para este artigo:

Fiocruz: Pesquisa Nascer no Brasil sobre depressão pós-parto - https://portal.fiocruz.br/noticia/pesquisa-nascer-no-brasil-revela-dados-sobre-depressao-pos-parto 

Ministério da Saúde: Diretrizes de atenção ao pré-natal e puerpério - https://www.gov.br/saude/pt-br/assuntos/saude-de-a-a-z/s/saude-da-mulher/prenatal 

OMS (Organização Mundial da Saúde): Guia de intervenções para saúde mental materna - https://www.who.int/teams/mental-health-and-substance-use/maternal-mental-health 

ABP (Associação Brasileira de Psiquiatria): Informações técnicas sobre transtornos do puerpério - https://www.abp.org.br/

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