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Criança desafiadora: você tem um filho assim? Saiba o que fazer!

Oi, mamãe! Tudo bem? Espero que sim. Neste post, vou falar de um assunto sério: criança desafiadora. Os especialistas têm até um nome próprio para isso: Transtorno Opositivo Desafiador (TOD). O pequeno não gosta de seguir regras, passa a ser hostil, impulsivo e até mesmo agressivo.

Imagine a seguinte situação: em uma festa familiar da empresa, você leva seu filho pequeno. De repente, descobre que ele andou batendo em outras crianças, roubando os doces e falando coisas inapropriadas. Aposto que você se arrepiou só de pensar, não é?

Infelizmente, esse problema costuma ser frequente para as mamães de crianças desafiadoras. Então, como devemos agir? Não se preocupe. A resposta está nas próximas linhas. Acompanhe!

Tenha empatia

Essa regra é primordial. Ter empatia significa ser capaz de se colocar no lugar do outro, de compreender sua dor e seus problemas e tomá-los para si em alguns casos.

Por que estou falando disso? É muito simples. Às vezes, nós esquecemos que também fomos crianças e que já passamos pela mesma situação que eles.  Vou dar um exemplo: um dia, minha filha pequena estava decidida que merecia um celular. E queria o modelo mais caro, ainda por cima. Quando ela me pediu, eu apenas disse educadamente que não. Mesmo assim, ela começou uma sessão de choro e bateção de pé sem fim.

Confesso que, na hora, fiquei superconstrangida e até chateada. Mas eu me lembrei de uma coisa: eu também já agi assim algumas vezes quando estava na idade dela. Já dei piti na padaria querendo um chocolate, já chorei porque meu pai não comprou o tênis da moda, entre outros.

As crianças não entendem de fato como o mundo dos adultos é complicado e cheio de regras. Converse com o seu pequeno, transmitindo bons valores morais. Coloque-se no lugar dele, seja objetivo e explique a situação, de modo que ele entenda o quão importante é respeitar os limites.

Evite deixar seu filho com medo de você

O limite entre o respeito e o medo é sutil. Por isso, não apele para frases chocantes como “não fale assim, ou vou lavar a sua boca com sabão” ou “da próxima vez, não vai sobrar nem um fio de cabelo seu para contar a história”.

Pense bem: quando você ouvia isso ou até passava por esse tipo de situação, você tinha respeito pelos seus pais porque compreendia o motivo de não poder fazer certa coisa, ou você tinha medo porque sabia que sofreria as consequências negativas se fizesse uma bagunça? Aposto que você respondeu positivamente para a segunda pergunta. Você percebeu que eu fiz o exercício da empatia aqui, certo?

Sempre priorize uma relação de diálogo com seu filho. Afinal, o que faria mais sentido: dizer que o seu pequeno não pode quebrar os vasos da sua sala porque ele pode sofrer uma punição severa, ou dizer que ele não pode quebrar os vasos da sua sala porque corre, inclusive, o risco de se machucar gravemente (o que vai deixar você muito preocupada e triste)?

Olhe nos olhos, tenha uma postura firme e não parta para ameaças ou castigos desproporcionais. É essencial construir uma relação de confiança e cumplicidade desde a infância. Um dia, eles vão virar adultos e tomar suas próprias decisões. Ele precisa saber que pode contar com você para ajudá-lo e orientá-lo, independentemente da situação.

Por mais difícil que seja lidar com uma criança desafiadora, não deixe o desespero tomar conta de você nem perca esse laço tão lindo que é a relação entre mãe e filho.

Não tire o foco da responsabilidade

Se tratar a criança de maneira extremamente rigorosa pode fazê-la se afastar de você, por outro lado, dar tudo o que ela quer pode impedi-la de aprender a respeitar limites.

A minha dica é que você vá criando um senso de responsabilidade no pequeno. Se ele quer algo, faça-o valorizar e “lutar” por aquilo.

Digamos que seu filho queira um novo brinquedo. Você o ama e quer fazê-lo feliz. Logo, vai dar esse brinquedo, mesmo que ele sempre faça pirraça, deixe o quarto sem arrumar ou esteja indo mal nos estudos de propósito, correto? Errado.

Nunca deixe uma criança desafiadora achar que você é “o gênio da lâmpada mágica” que faz todas as vontades dela. No mundo real, seu filho vai ouvir “nãos”, pode perder algumas oportunidades e conquistar outras — mas só após bastante esforço e trabalho duro —, além de ter que assumir a responsabilidade por seus próprios atos. Essa é uma lição que deve ser ensinada desde cedo. Não deixe que ele se torne um adulto mimado.

Mostre que você o ama, mas que ele precisa batalhar por aquilo que deseja. Se ele quer um presente, peça para que se empenhe nos estudos e ajude mais em casa. Acredite em mim: com o tempo, ele vai fazer tudo isso sem que você precise “barganhar”.

Lembre-se das boas características do seu filho

Realmente, é difícil lidar com alguém que traz alguns transtornos para você. Mas não se esqueça daquilo que eu falei sobre a empatia. Provavelmente, seu filho está passando por questões complicadas e externando isso na maneira como ele se comporta.

Converse com ele e procure saber como ele se sente. Entenda se ele está sofrendo bullying, se quer mais atenção ou, inclusive, mais independência.

Além disso, mamãe, liste as principais qualidades do seu filho, que o tornam um ser único e especial. E, principalmente, elogie isso no seu pequeno. Eles só querem se sentir mais acolhidos, apreciados e valorizados.

Conte com a ajuda do pai

Em muitos filmes, você pode ter visto a técnica do “policial bom e policial mau”. Uma pessoa finge ser extremamente rude e durona, enquanto a outra banca a compreensiva. O intuito é conseguir algo de um terceiro indivíduo: uma informação importante, uma confissão de culpa etc.

Por que estou mencionando essa tática? Simples. Ela não pode ser aplicada no trato com uma criança desafiadora.

Se um pai e uma mãe resolverem aplicar esse princípio ao lidar com seu filho, podem deixá-lo confuso ou, inclusive, fazê-lo escolher um lado. Quando o pai mima excessivamente o pequeno e a mãe é o “pulso firme” da casa, por exemplo, a criança pode viver correndo para os braços do pai e fugindo das broncas da mãe.

Os dois têm que estar em sintonia. Estabeleçam regras e mantenham o mesmo nível de autoridade. Ambos não só devem mostrar carinho e afeto para a criança, mas também que são igualmente capazes de impor limites.

Consulte um especialista

Saiba que você não é a única a lidar com uma criança desafiadora. Muitas vezes, a gente se cobra excessivamente para ser a mãe perfeita, que sabe resolver qualquer problema de olhos fechados, sem precisar de ninguém. Vamos ser sinceras? Infelizmente, não é assim que a banda toca.

Nós não tivemos aulas sobre “introdução à maternidade”. Por mais que tenhamos lido todos os livros sobre o assunto, às vezes só precisamos de uma visão externa para nos guiar e auxiliar na tarefa de educar os pequenos. Procure psicólogos, pedagogos, neuropediatras e outros profissionais capacitados. Nessa hora, conte com todo o suporte necessário.

E você, mamãe? Quais foram as suas experiências ao lidar com uma criança desafiadora? Deixe o seu comentário aqui embaixo, para que possamos ajudar você e discutir o assunto!

2 Comentários

  • GABRIELA PELISSON CASOTTI PANDOLFI disse:

    Meu filho é bem assim mesmo… Muitas vezes não sei lidar… Tento a impatia, mas nem sempre consigo manter a linha… Fico em dúvida de como agir, se tiro as coisas que gosta, se somente converso… enfim…é DESAFIADR…

    • STEPHANIE disse:

      Nossa eu tô no meu limite, eu não tenho rede de apoio, ele não tem pai, só genitor, não tem contato, mas o pouco que teve foi o suficiente para aprender e replicar tudo de horrível que o genitor tem, eu tô no meu limite, de verdade

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