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Artigo: Como gerenciar a hiperestimulação causada pelos brinquedos modernos

Como gerenciar a hiperestimulação causada pelos brinquedos modernos
brinquedos modernos

Como gerenciar a hiperestimulação causada pelos brinquedos modernos

Se você é mãe ou pai, pode ser que tenha notado que, depois de interagir com alguns tipos de brinquedos modernos, seu filho fique mais impaciente ou até mesmo agressivo, como se houvesse uma certa desorganização emocional.

Isso acontece porque, ao contrário do que pode parecer, brinquedos com excesso de estímulos não ajudam no desenvolvimento da atenção. Eles criam um entretenimento que exige respostas rápidas e constantes, não deixando espaço para concentração, criatividade e muito menos para a autorregulação.

Sabemos que brincar é uma das formas mais importantes de aprendizado na infância. Mas, para que isso aconteça do jeito certo, o ideal é que a brincadeira tenha pausas, espaços de silêncio e momentos de concentração.

Quando tudo é muito barulhento, automático e imediato, a criança não desenvolve habilidades como paciência, frustração, imaginação e curiosidade aprofundada. Ela apenas reage.

O papel da dopamina nos brinquedos modernos que recompensam o tempo todo

Outro ponto importante é a forma como muitos brinquedos modernos vêm sendo projetados com base em mecanismos de recompensa semelhantes aos usados em redes sociais e jogos digitais para adultos.

Isso ativa o sistema de dopamina no cérebro da criança, gerando uma sensação de prazer a cada estímulo recebido.

O problema é que esse padrão pode estimular uma busca constante por novidade e recompensa, tornando mais difícil para a criança se concentrar em atividades menos estimulantes, mas igualmente importantes, como ouvir uma história, desenhar ou simplesmente brincar de faz de conta.

Por isso, os pais precisam observar não apenas o tipo de brinquedo que oferecem, mas também como a criança reage a ele.

Brinquedos que demandam atenção excessiva, não permitem intervalos e repetem estímulos de forma contínua acabam desorganizando o sistema nervoso infantil.

Em alguns casos, a criança não consegue parar de brincar porque está agitada demais para perceber o próprio cansaço.

Em outros, chora quando o brinquedo é desligado — não porque estava se divertindo profundamente, mas porque o cérebro estava em constante estado de excitação.

Brincadeiras simples como alternativa à hiperestimulação

Um caminho possível para lidar com essa realidade é buscar equilíbrio entre brinquedos tecnológicos e brincadeiras mais simples.

Brinquedos de madeira, blocos de montar, massinhas, jogos de encaixe, fantasias, livros ilustrados e brinquedos que não fazem nada sozinhos — mas ganham vida a partir da imaginação da criança — são excelentes alternativas.

Esses brinquedos incentivam o pensamento criativo, a paciência, a resolução de problemas e a autonomia. Eles não sobrecarregam os sentidos nem impõem um ritmo acelerado, como acontece com muitos brinquedos eletrônicos.

Isso não significa eliminar completamente os brinquedos modernos, mas observar a forma como são utilizados.

Prestar atenção ao comportamento da criança após o uso desses brinquedos ajuda a identificar quando algo está ultrapassando os limites. Se ela sai da brincadeira mais agitada do que entrou, talvez seja hora de ajustar.

Observar como a criança se expressa durante e depois da brincadeira oferece pistas importantes. Algumas demonstram cansaço físico e emocional; outras não conseguem parar mesmo estando exaustas.

Essa dificuldade de autorregulação é um sinal claro de sobrecarga do sistema nervoso.

O ambiente também influencia

Outro aspecto frequentemente esquecido é o ambiente em que os brinquedos são usados.

Um espaço com muitos sons, telas ligadas e estímulos visuais concorrendo entre si torna a autorregulação ainda mais difícil.

Investir em um ambiente mais calmo, com menos ruído e menos interferências, ajuda a criança a brincar com mais qualidade e menos sobrecarga sensorial.

Pequenas mudanças já fazem diferença: desligar a televisão de fundo, reduzir a quantidade de brinquedos disponíveis ao mesmo tempo ou escolher um local mais silencioso para brincar.

Crianças que estão sempre pulando de uma atividade para outra tendem a se mostrar mais irritadas, impacientes ou dependentes de estímulos externos para se sentirem motivadas.

Menos hiperestímulo é um jeito de cuidar da infância

O que está em jogo não é apenas a diversão, mas a saúde emocional da criança e a capacidade de construir um pensamento mais organizado e uma atenção mais estável.

O excesso de estímulo pode parecer inofensivo à primeira vista, mas quando se acumula dia após dia, influencia diretamente o comportamento, o sono, o apetite e a forma como a criança lida com os próprios sentimentos.

Encontrar um caminho mais equilibrado e consciente na escolha dos brinquedos e na organização do tempo de brincar é, também, uma forma profunda de cuidar da infância do seu filho como um todo.

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