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Artigo: Como incentivar a leitura nas férias e despertar o interesse pelos livros

Como incentivar a leitura nas férias e despertar o interesse pelos livros

Como incentivar a leitura nas férias e despertar o interesse pelos livros

As férias chegaram e, com elas, aquela imagem clássica: as crianças grudadas no celular, o som de vídeos do YouTube ecoando pela casa e os livros... bem, os livros estão lá em alguma prateleira, pegando uma poeira básica.

A gente sabe, como mãe e como amiga, que o desejo de ver o filho lendo por prazer é gigante. Mas a competição é desleal, né?

De um lado, a dopamina rápida dos games e do TikTok; do outro, o esforço que seu filho terá para imaginar um mundo inteiro a partir de palavras no papel.

Mas o grande erro que costumamos cometer é tratar o livro como uma extensão da escola durante o descanso.

Isso porque, se a leitura tiver cara de tarefa, cheiro de obrigação ou tom de cobrança, a criança vai fugir mesmo.

O segredo para despertar o interesse real pela leitura nas férias não é a imposição, mas um tipo de sedução, entende?

É transformar o ato de ler em uma experiência de conexão, lazer e, acima de tudo, afeto.

O trauma do livro com cara de tarefa

Vamos ser sinceras: durante o ano letivo, a leitura muitas vezes é utilitarista. Seu filho lê para fazer a prova, lê para responder o questionário, lê porque a professora mandou.

Sendo assim, quando as aulas acabam, o cérebro quer férias de tudo que lembre trabalho. E se chegarmos com aquele papo de “agora é hora de ler para não esquecer o que aprendeu antes das férias”, o bloqueio é imediato.

Para mudar isso, precisamos desvincular o livro da mesa de estudos, porque nas férias, ler deve ser tão livre quanto brincar de pega-pega ou tomar um picolé.

Assim, o livro vai para a rede, para o tapete da sala, para debaixo da árvore…

Afinal, se a criança sentir que ler é uma forma de relaxar e não de performar, a guarda dela baixa — e é aí que a mágica acontece.

O exemplo arrasta — e o celular também

Não tem como fugir dessa conversa, pois os nossos filhos são, sim, nossos espelhos.

Se passamos o tempo todo no scroll infinito das redes sociais e mandamos a criança ler, a mensagem que ela recebe é: “Ler é algo chato que as crianças fazem; o legal mesmo é ficar no celular como os adultos”.

Desse modo, as férias são o momento perfeito para nós também retomarmos o nosso hábito de ler.

Porque se o seu filho te vê rindo com um livro, comentando uma passagem interessante ou simplesmente imersa em uma história, o interesse dele pode ser despertado pelo exemplo.

Experimente reservar um momento do dia em que todos na casa — incluindo você — parem para ler algo que gostam. Não precisa ser muito tempo; 20 minutos já criam um ritual de silêncio e foco precioso para a saúde mental de todo mundo.

Respeitando a idade e o ritmo de cada um

A abordagem dos livros muda completamente dependendo da fase em que o seu pequeno está.

Não dá para exigir que um pré-adolescente leia o que você considera clássico se ele só quer saber de quadrinhos, e não dá para esperar que um bebê fique parado ouvindo uma história longa.

0 a 3 anos: a leitura como brinquedo e carinho

Nessa fase, o livro é um objeto de exploração: ele vai ser mordido, jogado, aberto e fechado mil vezes.

O bebê não está interessado no enredo, mas na sua voz e na sua proximidade. Sendo assim, use livros sensoriais, com texturas, sons e cores vibrantes.

O objetivo é criar uma memória afetiva, onde o livro seja equivalente ao colinho da mamãe ou do papai.

Não tenha pressa em terminar a história; foque em apontar os desenhos e fazer sons engraçados.

4 a 6 anos: compreensão ampliada

A imaginação explode nessa etapa, e a criança já entende começo, meio e fim, adorando participar. Ela quer saber o “porquê” de tudo o que acontece na história.

Escolha livros com ilustrações ricas e narrativas que tenham repetição ou rimas.

Deixe que seu filho escolha o livro da noite, mesmo que seja o mesmo pela trigésima vez seguida. A repetição traz segurança e ajuda a fixar o vocabulário.

7 a 10 anos: lendo por conta própria

Nessa faixa etária, a leitura deixa de ser mediada por você e passa a ser individual.

É uma fase delicada, porque o esforço da alfabetização ainda é recente e pode ser cansativo.

Por isso, não torça o nariz para gibis, mangás ou livros de piadas. Se a criança está lendo e se divertindo, o objetivo está sendo cumprido.

O importante agora é a fluência e o prazer de descobrir que ela consegue entender o mundo através das palavras.

Transformando o ambiente para o livro

Se os livros estão guardados em prateleiras altas, fora do alcance da criança, ou escondidos em armários, eles simplesmente não existem.

Espalhe livros pela casa de forma estratégica, como um cesto de livros na sala, perto do sofá.

Deixe alguns títulos no criado-mudo e, se for viajar, coloque um ou dois livros na mochila de mão. A ideia é que, quando o tédio bater, o livro seja a opção mais fácil — sem ser o celular.

Outra ideia é montar um acampamento literário na sala: almofadas, um lençol entre cadeiras para formar uma cabana e uma lanterna.

Ler com lanterna no escuro transforma qualquer história em uma aventura muito mais interessante.

A leitura fora do papel

Incentivar a leitura não significa apenas ficar sentado com um livro na mão. Existem formas modernas de despertar esse interesse, especialmente nas férias.

Audiobooks

Vai fazer uma viagem longa de carro? Em vez de ligar o DVD ou entregar o celular, experimente um audiobook.

É impressionante como as crianças ficam envolvidas por uma boa narração. Isso estimula a imaginação e cria uma experiência compartilhada.

Leitura interativa

Se o livro fala sobre o mar, que tal ler na praia?

Se fala sobre animais, que tal ler no parque?

Trazer o contexto da história para a realidade da criança torna tudo mais interessante.

Se o personagem ama bolo de chocolate, a atividade da tarde pode ser ir para a cozinha fazer o bolo da história.

5 ideias para animar as férias literárias

  • Caça ao tesouro: esconda pistas que só podem ser resolvidas com a leitura de trechos ou nomes de personagens.
  • O dia de ser o autor: incentive a criança a mudar o final da história ou criar um livro de férias.
  • Noite do teatro: transformem um livro curto em uma peça para a família.
  • Troca de livros com amigos: organizar uma troca aumenta a curiosidade e o interesse.
  • Visita à livraria como presente: transforme a escolha do livro em um evento especial.

Nas férias, temos o luxo do tempo. Tempo para ler devagar, reler páginas e imaginar o que vem depois.

Valorize as pequenas vitórias: a curiosidade por uma palavra nova, um comentário sobre um desenho, ou os dez minutinhos de leitura antes de dormir.

A leitura é uma semente que plantamos para colher ao longo de uma vida inteira.

Aproveite esses dias mais leves para se conectar com seu filho através das histórias.

Afinal, nada substitui o som da sua voz lendo para ele ou o silêncio compartilhado de duas pessoas imersas em mundos diferentes, sentadas lado a lado no mesmo sofá. Essas são as memórias que ficam.

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