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Artigo: Meu bebê é preguiçoso ou tem algo errado no desenvolvimento?

Meu bebê é preguiçoso ou tem algo errado no desenvolvimento?

Meu bebê é preguiçoso ou tem algo errado no desenvolvimento?

No cotidiano das famílias, é muito frequente ouvirmos que cada criança tem seu próprio ritmo - nós defendemos essa visão também - e que alguns bebês são naturalmente mais preguiçosos.

Apesar de ser uma frase reconfortante, nós precisamos entender que a neurociência atualizada não reconhece o conceito de preguiça em bebês na primeira infância.

Isso porque o cérebro humano nasce programado para o movimento e para a exploração sensorial do mundo que o cerca.

Sendo assim, quando um pequeno parece não ter iniciativa para rolar, sentar ou engatinhar, nós não estamos diante de um traço de personalidade.

Nesse contexto, o que observamos é uma barreira física ou ambiental que está impedindo o fluxo natural desse desenvolvimento.

No conteúdo de hoje nós vamos entender quais são os fatores que explicam o comportamento que parece ser atraso, e como diferenciar um temperamento tranquilo de um problema de desenvolvimento motor.

A neurociência explica a preguiça na primeira infância

A primeira coisa que precisamos desconstruir é a ideia de que o bebê escolhe não se esforçar por comodismo.

Isso porque o esforço físico para um bebê é movido por um sistema de recompensa cerebral altamente ativo e biológico.

Sendo assim, se a criança enxerga um objeto interessante, o cérebro dela envia comandos imediatos para que o corpo tente alcançá-lo.

Desse modo, se o movimento não acontece, é porque existe uma falha na comunicação entre o desejo e a execução motora.

Por conta de uma imaturidade no processamento sensorial, alguns bebês podem não sentir o próprio corpo com clareza suficiente para planejar a ação.

Portanto, o que parece preguiça é, muitas vezes, uma desorganização do sistema somatossensorial que precisa de estímulos específicos para ser corrigida.

O que é esse sistema?

O sistema somatossensorial funciona como um mapa interno que o cérebro utiliza para localizar cada parte do corpo no espaço físico.

Sendo assim, ele reúne dados vindos da pele, dos músculos e das articulações para informar ao comando central exatamente onde os braços e as pernas estão posicionados.

Entretanto, se esse sistema apresenta imaturidade, o bebê sente o próprio corpo de maneira imprecisa, como se os membros estivessem embaçados ou desconectados da sua vontade.

Com isso, ele não consegue organizar a força para rolar ou sentar, pois não tem clareza de onde iniciar o esforço físico ou como equilibrar o próprio peso.

Como ajudar na reorganização do sistema somatossensorial

Para clarear o mapa corporal é possível utilizar estímulos táteis variados, como realizar massagens firmes nos braços e pernas do bebê utilizando diferentes texturas, desde uma toalha felpuda até tecidos mais lisos ou escovinhas macias.

Dessa forma, a pressão controlada e as sensações de atrito enviam sinais para o sistema nervoso, ajudando o cérebro a delimitar com precisão os contornos físicos do pequeno.

Com a repetição sensorial constante, a criança eventualmente ganha a confiança necessária para começar a planejar movimentos voluntários, pois ela finalmente passa a sentir com clareza os músculos que precisa ativar para rolar ou se empurrar contra o chão.

A síndrome do bebê confinado

Nós precisamos falar sobre algo que vem crescendo cada vez mais devido aos hábitos das famílias modernas: a Síndrome do Bebê Confinado.

Na busca por segurança e praticidade, nós acabamos mantendo os filhos pequenos por tempo demais em contenções físicas que são vistas como apoio nos cuidados.

Dessa forma, cadeirinhas vibratórias, andadores, e até o uso excessivo do carrinho de passeio limitam bastante o espaço de manobra do bebê.

Além disso, o corpo da criança se molda ao suporte do acessório, deixando de recrutar os músculos certos do tronco e do pescoço.

Afinal, se o bebê está sempre apoiado em uma estrutura de plástico ou tecido, o cérebro dele entende que não precisa fazer força para se manter ereto.

Por isso, quando esse bebê vai ao chão, ele se sente inseguro e tende a chorar ou ficar estático, parecendo que é preguiçoso para se mover ou brincar.

Isso é um ponto de atenção para os pais, pois estudos recentes mostram que essa limitação de movimentos que os acessórios proporcionam gera um atraso importante na percepção da gravidade que a criança deveria ter.

Contudo, o bebê está apenas sofrendo as consequências de uma privação de movimentação livre causada pelo - digamos - design de vida atual.

A falta de espaço limita a curiosidade

O ambiente doméstico moderno costuma não ser desenhado para o desenvolvimento de um pequeno explorador.

Isso porque vivemos em espaços cada vez menores, onde o chão costuma ser evitado por medo de sujeira ou frio.

Sendo assim, o bebê se restringe a superfícies macias demais, como sofás ou camas, que não oferecem a resistência necessária para o impulso.

O problema é que o cérebro do bebê precisa sentir o feedback de uma superfície firme para entender como empurrar e se deslocar.

Mas, por conta de pisos muito lisos ou do uso constante de meias, a criança perde a aderência necessária para tentar rastejar.

Assim, o desinteresse ou preguiça que observamos é, na verdade, uma resposta à falta de condições ideais para a prática motora grossa.

Para resolver, os pais ou responsáveis precisam transformar a casa em um cenário que convide o bebê a se desafiar constantemente.

Afinal, a curiosidade é o combustível do movimento, mas o ambiente é a estrada por onde esse desenvolvimento caminha.

Temperamento versus atraso no desenvolvimento: como diferenciar?

Apesar das questões ambientais, nós sabemos que existem bebês que são, de fato, mais observadores e tranquilos que outros.

Nesse contexto, como saber se o bebê é apenas calmo ou se existe um atraso real no desenvolvimento?

Um dos testes mais eficazes é observar a persistência diante do desafio e a motivação que a criança demonstra.

Por exemplo, se você coloca um brinquedo levemente fora do alcance e o bebê tenta, balança o corpo e busca alternativas, ele é apenas calmo.

No entanto, se o bebê ignora o estímulo ou desiste imediatamente sem nem tentar uma aproximação, isso é um sinal de alerta.

Isso porque a falta de iniciativa para o engajamento motor pode indicar uma baixa reatividade sensorial.

Por causa de uma possível dificuldade de integração, o bebê pode não estar processando as informações visuais e táteis de forma eficiente.

Portanto, a calma excessiva não deve ser confundida com a falta de marcos motores básicos para a idade cronológica.

O impacto da visão e do tato na vontade de se mover

Vale ressaltar que o desenvolvimento motor não acontece isolado dos outros sentidos. A visão é a principal bússola que guia a vontade de se movimentar para frente.

Mas, se o bebê apresenta qualquer dificuldade visual sutil, ele pode ter medo de se deslocar no espaço.

Isso acontece, porque a falta de noção de profundidade faz com que o chão pareça um lugar instável e perigoso para o pequeno.

Contudo, é importante observar também a integração tátil: bebês que se incomodam com a textura do tapete tendem a ficar parados. O contato da pele com "esse solo" gera um desconforto que bloqueia o aprendizado do engatinhar.

Afinal, o movimento só flui quando o cérebro se sente seguro e confortável com as informações que recebe do seu entorno.

Por isso, o trabalho de estimulação deve sempre envolver muitas texturas e o treino de foco visual à diferentes distâncias.

Estratégias para transformar a casa em um convite ao movimento

Para ajudar o seu bebê a sair desse estado de apatia motora, foque em mudar a dinâmica do dia a dia.

Nessa linha, a primeira regra é reduzir o uso de acessórios de contenção durante o período de vigília - tempo que a criança está acordada.

Isso porque o bebê precisa passar a maior parte do tempo desperto em uma superfície firme, preferencialmente no chão.

Invista em tapetes de alta densidade que permitam o rolamento sem impacto, mas com firmeza para o apoio.

Sugerimos também que você deixe o bebê com os pés e mãos descobertos o máximo de tempo possível, pois a planta do pé e a palma da mão são ricas em receptores que enviam dados para o cerebelo sobre o equilíbrio.

Dessa forma, use brinquedos com cores contrastantes e sons suaves para criar pontes de interesse. Com esse tipo de estímulo, o bebê será forçado a realizar pequenos ajustes posturais que fortalecem a musculatura.

O impacto da tecnologia precoce

No cenário atual, observamos um aumento preocupante do sedentarismo infantil causado pela exposição às telas. Quando uma criança fica hipnotizada por um vídeo, ela entra em um estado de economia de energia total.

Sendo assim, o cérebro recebe uma carga de dopamina fácil, sem precisar mover um único músculo para isso. Assim, o bebê perde o interesse por brinquedos físicos que exigem esforço, coordenação e paciência.

Afinal, por que ele se esforçaria para alcançar um cubo de madeira se ele pode ter luzes e sons frenéticos sem sair do lugar?

Portanto, restringir o uso de dispositivos eletrônicos é um passo importante para resgatar o instinto explorador do seu pequeno.

Troque o estímulo digital pelo estímulo humano, que é dinâmico e exige interação física constante.

Quando a consulta médica é necessária

Apesar de todas as dicas de estimulação em casa, nós sabemos que existem limites onde o apoio profissional é indispensável.

Sendo assim, se você percebe que, mesmo com estímulos frequentes, o bebê não demonstra evolução em 4 semanas, busque ajuda.

Isso porque o atraso motor pode ser um sintoma secundário de outras questões, que só um pediatra poderá identificar.

Por exemplo, baixos níveis de oxigenação muscular fazem com que o bebê se canse muito rápido e desista do movimento. Deficiências nutricionais também podem interferir.

Portanto, não espere o marco de 1 ano para investigar por que o seu filho de 7 meses ainda não sustenta bem o tronco. O diagnóstico correto - e precoce - retira o peso da culpa dos pais e dá o caminho para a plena desenvoltura do bebê.

A importância da rotina de sono

Também precisamos destacar que um bebê que não dorme bem durante a noite não terá energia para se movimentar durante o dia.

Dessa forma, um pequeno exausto prefere ficar parado ou no colo, evitando qualquer atividade que demande força.

Logo, o que parece ser um bebê preguiçoso pode ser apenas uma criança cansada e precisando de sono reparador.

Afinal, o corpo humano é um sistema integrado onde o descanso e a atividade dependem diretamente um do outro.

Este vídeo explica detalhadamente os sinais de problemas no desenvolvimento motor e como diferenciar de um atraso => Desenvolvimento motor do bebê

Fontes e referências

Para garantir que nós estamos falando com base em dados reais e confirmados, seguem nossas fontes de pesquisa para este artigo:

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