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Como Lidar com a Carga Mental Materna

As mulheres costumam exercer um papel de gestão, independente de atuarem dentro ou fora do mercado de trabalho. Em algumas situações, as obrigações recaem sobre os ombros delas de forma quase natural, pois muitas foram ensinadas que era seu “papel” dar conta de tais demandas – geralmente ligada ao cuidado e bem-estar de outras pessoas. Tudo permanece bem, se isso não gerar sobrecarga, exaustão e sentimento de desvalorização na mulher, pois é a partir daí que a carga mental vai surgir. No caso da maternidade, isso acaba tomando uma proporção um pouco maior, pois a cobrança para que a mãe dê conta de tudo que fazia antes e mais os cuidados com o bebê sobrecarregar ainda mais essa mulher. Acompanhe a leitura e saiba mais.

Como lidar com a carga mental materna

As mulheres são conhecidas por serem multitarefas e de fato, a grande maioria consegue lidar com diferentes coisas para fazer ao mesmo tempo sem sofrimentos.

Além dessa capacidade, o chamado “sexo frágil” também costuma ter certa dificuldade em delegar ou dividir tarefas, muitas vezes por acreditar ser capaz de fazer tudo sozinha, e dessa maneira vai acumulando demandas em todos os papéis de sua vida.

O problema é que todo esse esforço tem um custo alto no médio e longo prazo, e já existe um termo para nomeá-lo: carga mental. Mas afinal, o que é isso?

Se trata de uma espécie de estafa, do qual a mulher acaba alcançando após ir além do próprio limite quando absorve coisas demais para cuidar sozinha. Isso inclui as responsabilidades com a casa, filhos, trabalho, pais e tantas outras que as mulheres assumem no seu contexto de vida.

E então chegamos em um dos pontos chaves: o contexto de vida! Aqui, vamos pensar especialmente nas mulheres que já são mães. Há mães casadas, mães solos, mães que moram com os pais ou sogros, etc.

As rotinas não são iguais e a verdade é que muitas mulheres não conseguem ver um ponto de apoio para dar conta de tudo. Sendo assim, como não se sobrecarregar e evitar a carga mental?

Organização é essencial para evitar a carga mental

O primeiro passo é fazer um exercício de autoanálise bem realista. Observe verdadeiramente como é a sua rotina, tudo o que está sob sua responsabilidade – e se isso faz sentido – e dentro das atividades quais são aquelas que só podem ser executadas por suas mãos.

Em seguida, foque em desenvolver um plano de execução com datas e horários. O planejamento pode parecer que é mais uma tarefa, porém, saiba que uma rotina organizada pode poupar muito tempo na execução de atividades, principalmente as domésticas.

Mas, claro, a organização por si só não é capaz de fazer milagres e é necessário reavaliar algumas posturas também.

Aprenda a dizer não e impor limites

Existem atividades que você não pode abrir mão, pois só você pode fazê-las. Essas vão incluir seu papel como mãe, porém, é importante entender que limites são necessários.

Entenda que quando escolher o “sim” para si mesma, mesmo que envolva o “não” para quem ama, faz parte da vida escolhas como essa, e isso poderá ser positivo para todos os envolvidos.

Por exemplo, quando a mãe precisa se ausentar para trabalhar e os filhos querem que ela fique com eles. Dizer “não” sem se culpar por isso é uma postura totalmente aceitável.

Mas, talvez como mãe, frustrar seus filhos não te faça sentir-se confortável, mas lembre-se que até mesmo a frustação faz parte do desenvolvimento saudável das emoções de todas as pessoas.

No entanto, limites vão além disso. Diga “não” a qualquer demanda que perceba que vai sobrecarregá-la mais – ou talvez, ainda mais – e entenda que ao recusar algo que contribui para evitar a carga mental o resultado sempre será bom.

Delegar também é uma forma de cumprir demandas

Carregar sobre os ombros fardos pesados até que isso se torne insuportável, é uma das melhores formas de desencadear uma homérica crise de carga mental materna. Sendo assim, você que é mãe não deve sofrer silenciosamente se existir formas de delegar algumas atividades.

Se você tem um companheiro, filhos com idade para assumir algumas demandas, capacidade para contar com uma diarista ou algum outro ponto de apoio semelhante, não pense muito, simplesmente se organize para ensinar o necessário e delegar à essas pessoas parte das suas demandas.

Não se sinta fraca ou inferior por isso, muito pelo contrário, sinta-se privilegiada por usar de forma inteligente a ajuda disponível.

Você como prioridade e longe da carga mental

Para muitas mulheres, sobretudo as mães, há uma grande dificuldade em colocar suas necessidades pessoais na lista de prioridades. Mas, saiba que é fundamental dar atenção aos cuidados e prazeres individuais como forma de prevenir e até tratar a carga mental.

Reserve tempo para fazer coisas que trazem prazer pessoal, como leitura, atividade física, meditação, um café com amigas, etc. Isso também deve ser rotineiro, pois ajuda a aliviar as tensões do dia a dia.

Se organize para que possa encaixar horários estratégicos durante a semana para fazer o que gosta e isso também deve ser prioridade.

Aceite ou peça ajuda sem hesitar

Filhos não precisam de mães perfeitas, eles precisam do amor de suas mães. A demonstração desse sentimento é muito particular, mas a maneira mais comum é estando presente.

Se você tem mil atividades para dar conta e pouca rede de apoio voluntária, não perca tempo se lamentando e tentando bancar a heroína. Contrate ajuda especializada, terceirize o que for possível e priorize fazer pessoalmente aquilo que é importante: estar junto da sua prole!

Talvez você não possa investir em contratações, então vale contar com o apoio de amigos, parentes, vizinhos e quem mais acreditar que possa apoiá-la. Se a ajuda for oferecida, isso é ainda melhor e não hesite em aceitar por algum receio do que outras pessoas possam pensar.

Para quem conta com a ajuda de um companheiro é interessante dividir de forma justa todas as responsabilidades.

Vivemos em um tempo em que direitos e deveres entre casais podem ser nivelados muito além de antigos modelos, onde mulheres obrigatoriamente tinham mais atribuições do que os homens no aspecto da criação dos filhos e cuidados com a casa.

Por fim, acreditar que a mulher será capaz de dar conta de tudo, por mais organizada e determinada que seja é acreditar em uma utopia.

Isso não dá certo no longo prazo, porque como já dissemos, a saúde física ou mental – ou ambas – vão cobrar essa conta em algum momento. A vida saudável é feita de equilíbrio.

A mudança de amanhã começa na educação de hoje

A carga mental é um problema que acomete apenas as mulheres, pois acredita-se que por questões culturais, os homens não costumam assumir atribuições além das quais eles não acreditam ser de sua responsabilidade.

E as mulheres podem ter culpa parcialmente nisso, pois muitas mães ainda direcionam os meninos em condutas de pouca ou nenhuma contribuição doméstica, e já para as meninas, ensina desde muito cedo o que ela deve fazer.

Em pleno século XXI, após tantas conquistas em defesa e reconhecimento aos papéis desempenhados pelas mulheres, soa como autossabotagem o fato de meninos e meninas aprenderem em casa velhos conceitos que já está comprovado que não vai agregar positivamente para a vida adulta deles.

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