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Artigo: Por que algumas crianças demoram a criar laços com professores ou cuidadores?

Por que algumas crianças demoram a criar laços com professores ou cuidadores?
criar laços afetivos

Por que algumas crianças demoram a criar laços com professores ou cuidadores?

Nem todas as crianças demonstram afeto, confiança ou abertura emocional com a mesma facilidade.

Em ambientes como escolas, creches, atendimentos terapêuticos ou mesmo em situações familiares, é comum que algumas demorem mais para se sentir à vontade, enquanto outras se adaptam rapidamente.

Contudo, essa diferença não deve ser encarada como um problema, mas como um reflexo da singularidade do seu filho — e é nessa singularidade que mora a chave para criar laços mais respeitosos tanto dentro de casa como fora dela.

O papel do temperamento na criação de laços entre as pessoas

O temperamento, que é um traço inato, determina como alguém reage ao ambiente, às pessoas e às mudanças.

Nesse sentido, algumas crianças são naturalmente sociáveis e curiosas, enquanto outras são mais observadoras, introspectivas ou cautelosas.

E, pode não parecer, mas essa predisposição influencia diretamente na rapidez (ou não) com que se formam os laços nas interações sociais.

Isso porque, uma criança com perfil mais reservado, por exemplo, pode preferir observar por um bom tempo antes de realmente se entrosar com um novo adulto.

Porém, não significa desinteresse, mas, sim, uma busca por segurança.

E quando esse tempo de adaptação é respeitado, o laço tende a se formar de maneira mais sólida, verdadeira e confiável.

Experiências anteriores e histórico de apego

As vivências afetivas anteriores afetam em como a criança percebe novas relações.

Por isso, situações de instabilidade emocional, ausência de figuras importantes para ela, separações traumáticas ou vivências de negligência podem impactar diretamente na disposição da criança em confiar novamente.

Mas, mesmo experiências aparentemente neutras — como a troca de professoras, mudança de escola ou o nascimento de um irmão — podem gerar uma sensação de perda de controle substancial e assim aumentar a resistência à criação de novos laços afetivos fora de casa.

Contudo, o importante, nesses casos, é não minimizar os sentimentos da criança nem apressar seu processo de adaptação.

Afinal, aquelas que se sentiram acolhidas em situações anteriores tendem a confiar com mais facilidade, uma vez que internalizaram a sensação tranquilizadora de segurança.

Já aquelas que tiveram relações frágeis ou laços afetivos inconsistentes podem adotar posturas mais defensivas — e é justamente nesses casos que a paciência do cuidador se torna ainda mais importante.

Diferenças na forma de criar laços afetivos

A Teoria do Apego nos ajuda a entender que os estilos de laços afetivos crescem a partir das primeiras relações que são, de fato, significativas da criança.

Nessa linha, podemos dizer que um vínculo benéfico trará autonomia, curiosidade e abertura para novas interações sociais.

Já estilos de vínculos inseguros (ambivalente, evitativo ou desorganizado) costumam gerar comportamentos oscilantes, como dependência extrema, recusa ao contato ou hiper independência.

Entretanto, esses padrões não são definitivos, mas indicam necessidades emocionais que ainda não foram atendidas plenamente e pedem intervenção.

Portanto, focar em dar à criança uma presença estável, previsível e afetiva faz do adulto — da família ou não — uma figura de destaque na trajetória emocional dela.

Isso possibilita a criação de um novo modelo de laço afetivo, que pode até vir para corrigir vínculos anteriores que não deram certo.

Neurodivergências: como criar laços eficientes?

Em crianças neurodivergentes, como aquelas com TEA (Transtorno do Espectro Autista), TDAH (Transtorno do Déficit de Atenção com Hiperatividade), transtornos de ansiedade ou dificuldades de linguagem, o processo de vinculação traz características singulares.

Por isso, é preciso cuidado: não se trata de ausência de afeto, mas de formas diferentes de expressar e perceber a conexão dentro dos relacionamentos.

Uma criança autista, por exemplo, pode demonstrar afeto através de interesses compartilhados, da permanência no mesmo ambiente que o adulto ou de pequenos rituais cotidianos.

Já uma criança com TDAH pode buscar criar laços de maneira intensa, mas ter dificuldades em manter a constância nas interações devido à impulsividade ou distração.

Em ambas as situações, o segredo está em conhecer a criança além dos rótulos e estar disposto a compreender sua linguagem afetiva — que será sempre única.

Afinal, um vínculo real só se estabelece quando há espaço para o outro ser quem é, sem a expectativa de corresponder a um modelo padrão de comportamento.

O impacto do ambiente na criação de laços

Espaços sobrecarregados, com excesso de estímulos, pressa e pouca escuta, geram insegurança e desregulação emocional em adultos — imagine em crianças.

Os pequenos tendem a demonstrar irritação, impaciência e pouca disposição para interagir.

Em contraste, ambientes mais estruturados, com afeto, previsibilidade e presença constante, favorecem diretamente a construção de relações mais próximas e verdadeiras.

Isso porque o laço afetivo nasce na microescuta: no olhar que acompanha, no tom de voz que tranquiliza e orienta, no gesto que respeita o espaço da criança.

Um cuidador que respeita o tempo de silêncio, responde com empatia e está emocionalmente disponível comunica — sem palavras — que aquele é um lugar seguro.

O que os pais podem observar e como apoiar seus filhos

O simples ato de nomear o que a criança está sentindo — “você está estranhando esse lugar novo, né?” — já ajuda a organizar suas emoções e traz tranquilidade.

Também é fundamental manter um canal aberto com os profissionais envolvidos nos cuidados, compartilhando informações sobre o histórico da criança, seus gatilhos emocionais e o que costuma ajudá-la a se sentir mais segura.

Algumas perguntas podem orientar os pais nesse processo:

  • Como meu filho expressa desconforto ou insegurança?
  • Ele costuma demorar a confiar em outras situações?
  • Que tipo de abordagem funciona melhor com ele: mais direta ou mais sutil?

Observar sem rotular, acolher sem pressionar e confiar no tempo da criança é uma escolha poderosa.

Os laços afetivos mais profundos também se constroem em silêncio, longe das expectativas e dos holofotes.

Quando respeitamos isso, damos à criança a permissão para não se defender — e é exatamente nesse espaço que o afeto verdadeiro floresce, sem dia e nem hora marcada.

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