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Saiba agora se você está vivendo um Burnout Materno

Burnout Materno é uma síndrome que acomete mães de bebês recém-nascidos ou crianças pequenas. Ela é caracterizada por alguns sintomas subjetivos, mas que demandam atenção, tais como:

  • Constante sentimento de culpa;
  • Exaustão mental e física;
  • Irritabilidade;
  • Falta de autocuidado;
  • Sentimento de impotência e fracasso.

A Síndrome pode também apresentar sintomas físicos como enxaqueca, dores musculares e desconforto estomacal. Buscar uma rede de apoio, ajuda psicológica e tentar se livrar da pressão e sensação de culpa é fundamental.

Saiba agora se você está vivendo um Burnout Materno

O cansaço, a exaustão e o desgaste físico – e às vezes emocional – costumam acometer mães em período de puerpério. Mas quando isso toma uma proporção exagerada e comprometedora pode ser um caso de Burnout Materno.

O quadro traz sintomas psicológicos e físicos. Identificá-lo rapidamente é importante para buscar ajuda e recuperar o seu bem-estar, acelerando o processo de recuperação nesse momento tão delicado na vida da mulher.

Entenda o que é o Burnout Materno

Também conhecido como Mommy Burnout ou Síndrome do Esgotamento Materno, o Burnout Materno é um quadro psicológico que afeta mães logo na sequência do parto.

O problema é derivado da Síndrome de Burnout Profissional, quadro em que profissionais entram em estado de estresse emocional e físico em decorrência do excesso de trabalho – ou da dedicação excessiva ao trabalho, independente do volume.

No caso das mães não é muito diferente. A maternidade naturalmente traz uma carga emocional gigantesca desencadeada de maneira química – pelas alterações hormonais – e psicológicas – por conta da nova rotina, da pressão e das cobranças que a chegada do bebê pode trazer.

No caso da Síndrome de Burnout Materno, porém, a mulher não se sente “apenas” cansada. Ela se sente sobrecarregada em tempo integral, ainda que disponha de uma rede de apoio fortalecida.

Mesmo as pequenas tarefas se tornam estressantes e tão desgastantes ao ponto de levar a mulher ao desespero, cansaço extremo e grande desânimo.

Principais sintomas da doença

Muitas mulheres encontram dificuldades para identificar o problema por conta própria. Isso ocorre porque, de fato, muitos dos sintomas do Burnout Materno são genéricos e podem ser facilmente reduzidos a um “simples cansaço”.

Mas não é bem assim. O que caracteriza o problema é justamente essa intensidade com que a exaustão se apresenta. É difícil, mas não impossível identificar o problema. Alguns dos sintomas são:

  • Constante sentimento de culpa;
  • Exaustão mental e física;
  • Pessimismo;
  • Irritabilidade;
  • Falta de interesse e disposição em tarefas antes prazerosas;
  • Falta de autocuidado;
  • Falta de cuidado com o bebê;
  • Sentimento de impotência e fracasso.

No entanto, em uma entrevista à Revista Crescer, a psicóloga Carina Sousa explica que muitas vezes os sintomas emocionais acabam desencadeando problemas físicos. Esse processo acontece com a manifestação dos chamados sintomas psicossomáticos.

Então, as mamães afetadas pelo quadro também podem apresentar:

  • Dores musculares;
  • Enxaqueca;
  • Dores de estômago ou desconforto gástrico constante;
  • Insônia;
  • Dificuldade de concentração;
  • Problemas de memória.

Ficar atento ao surgimento desses sintomas, especialmente quando combinados em dois ou mais, é importante para que a mãe consiga buscar ajuda e conter o quadro antes que se agrave.

Burnout Materno pode evoluir para depressão

Doenças de cunho psicológico demandam extrema atenção. Isso porque quando não tratadas tendem a evoluir para quadros cada vez mais complexos e graves. Não é diferente em casos de Burnout Materno.

Se a mãe não obtiver um acompanhamento e tratamento adequado, ela pode facilmente ver o Burnout evoluir para um quadro depressivo e/ou psicótico. Isso não significa que a doença se torne incontrolável ou irreversível, mas sim que atingirá um nível mais complexo.

Como lidar com o problema?

O primeiro passo é a identificação. Buscar ajuda profissional é essencial para que a paciente possa ser devidamente amparada e orientada a partir daí, buscando resgatar a sua qualidade de vida e bem-estar mental e físico.

Mas existem algumas estratégias que podem ajudar a diminuir a angústia tão característica dessa síndrome. Separamos aqui 3 dicas que podem ajudar nesse processo.

Você não precisa ser perfeita:

Entender que não há necessidade de ser perfeita em seu papel de mãe é um processo complexo especialmente para mulheres que acabaram de ter o bebê. A pressão familiar, social e as próprias autocobranças da mulher podem levá-la a um ideal de maternidade inalcançável – que acaba levando apenas à frustração.

Sendo assim, tente ser o melhor que você pode e não o que considera ser perfeito. Entenda e respeite as suas limitações e acolha a sua imperfeição, sobretudo se for mãe de primeira viagem. Você se tornou mãe, mas continua sendo um ser humano.

Crie uma lista de prioridades:

Mães não podem abraçar o mundo. O Burnout Materno muitas vezes está diretamente relacionado a esse desejo de dar conta de tudo a todo momento.

Para diminuir essa ansiedade, aconselhamos que você crie uma lista de prioridades para o seu dia a dia. O que não puder ser feito hoje, deixe para amanhã sem sentir-se culpada. Você deu o melhor de si.

Sempre que possível, delegue atividades que não dependam exclusivamente de você, e entenda que direcionar ações para outras pessoas também é uma forma de solucionar problemas.

Tenha uma rotina organizada:

Fazendo um gancho com o tópico anterior, organizar a sua rotina pode ajudar – e muito – a entender o que demanda urgência e o que pode ser protelado sem prejudicar a sua rotina.

Planeje isso como achar melhor, anotando, criando um quadro de tarefas, definindo os melhores horários para acordar e ir dormir. Enfim, crie um planejamento que faça sentido para a sua vida sem se comparar com outras mães.

A importância do autocuidado no processo de recuperação

O amor-próprio é um dos fatores mais afetados pela síndrome de Burnout Materno. A mulher se sente tão desvalorizada, cansada e insuficiente que não consegue reservar qualquer momento para o autocuidado.

Mas esse pode ser um passo essencial para não deixar que o quadro se agrave. Separar 15, 20 ou mais minutos por dia para se cuidar é essencial.

Não idealize também que isso demanda muito trabalho. Você pode definir como “autocuidado” qualquer atividade que seja dedicada a lhe proporcionar bons momentos, tais como:

  • Praticar atividades físicas;
  • Ler um bom livro;
  • Cozinhar algo gostoso;
  • Fazer skin care ou hidratação no cabelo;
  • Brincar com o seu pet;
  • Papear com uma amiga;
  • Cuidar de suas plantas.

Dentre outras coisas.

Qualquer atividade que foque em fazer com que se senta bem entra nesse tópico, e se torna muito válida para lhe ajudar a ter um momento só seu, de prazer e relaxamento.

Até mesmo dedicar mais tempo para ter uma boa noite de sono pode ser um sinal de autocuidado. Você pode ler mais sobre dicas para lidar com o sono após o nascimento do bebê clicando aqui.

Busque uma rede de apoio

A mãe que acabou de ganhar bebê está fragilizada e cansada. Ela precisa contar com uma boa rede de apoio para superar o período de puerpério e desfrutar dos prazeres da maternidade.

Aquelas que apresentam sintomas de Burnout Materno requerem ainda mais cuidado. Procurar grupos de apoio, conversar com o seu companheiro, amigos e familiares é importante.

Todas essas dicas podem lhe ajudar. Mas um profissional qualificado poderá conduzir um tratamento psicológico adequado para que a mãe atravesse esse período com mais facilidade.

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