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Cultura e identidade surda: o que é, afinal?

A cultura e identidade surda partem do princípio de que uma pessoa se reconhece como parte da comunidade surda, identificando seus limites e formas de expressão. 

Essa autoidentificação não é apenas um aspecto pessoal, pois, na verdade, é a base para um convívio social mais enriquecedor, permeado pela linguagem de sinais, códigos sociais, definição e juízos de valor próprios.

Tipos de identidade surda

A riqueza da identidade surda se manifesta em diferentes formas, alinhadas ao grau de surdez das pessoas. 

Sendo assim, vamos explorar quais são esses tipos, compreendendo que cada um traz consigo uma narrativa própria:

  • Identidade surda

São aquelas pessoas que fazem parte da comunidade surda e se comunicam exclusivamente por meio da língua de sinais.

Exemplo: João nasceu em uma família surda e desde pequeno aprendeu a se comunicar usando a língua de sinais. Assim, ele se identifica plenamente com a cultura surda.

  • Identidade surda híbrida

Essa identidade se aplica a pessoas que perderam a audição ao longo da vida. Dessa forma, elas entendem os sons, mas também aprenderam a lidar com outras formas de perceber o mundo.

Exemplo: Maria perdeu parte da audição na adolescência, mas, mesmo usando aparelhos auditivos, também aprendeu a se comunicar em língua de sinais para ter diferentes formas de interação.

  • Identidade surda de transição

Esse tipo é comum em surdos que cresceram em famílias ouvintes. Desse modo, essa identidade pode incluir uma linguagem oral restrita devido aos primeiros anos de vida sem a língua de sinais.

Exemplo: Carlos nasceu em uma família ouvinte e só foi exposto à língua de sinais mais tarde na vida. Porém, ele se esforça para se comunicar usando ambos os métodos.

  • Identidade surda flutuante

São as pessoas que não se envolveram completamente na comunidade surda, muitas vezes encontrando dificuldade em aceitar sua surdez e tendendo a considerar a cultura ouvinte como superior.

Exemplo: Sofia, mesmo sendo surda, prefere se comunicar apenas por linguagem oral, evitando a língua de sinais. Isso porque ela não se identifica completamente nem com a cultura surda, nem com a ouvinte.

  • Identidade surda embaraçada

Ocorre quando as pessoas não se identificam nem com a cultura surda, nem com a ouvinte, enfrentando muitos desafios na compreensão da língua de sinais e na comunicação em geral.

Exemplo: Rafael, surdo desde o nascimento, nunca teve a oportunidade de aprender a língua de sinais e se sente desconectado tanto da cultura surda quanto da cultura ouvinte. Por isso, ele enfrenta dificuldades na comunicação.

A surdez também é desafiadora para os pais

A descoberta da surdez de um filho pode ser um choque para as famílias, levando a uma fase desafiadora de compreensão e aceitação. 

Entendemos como isso pode ser impactante e por isso destacamos a necessidade de que tanto as crianças como os responsáveis devem buscar apoio e entendimento da situação como um todo antes de se desesperar – especialmente quando os pais desconhecem completamente a cultura surda.

Ademais, é crucial entender também que o desenvolvimento da fala em crianças surdas, especialmente nas situações de quadros mais severos, é um processo complexo que pode demandar anos de acompanhamento fonoaudiológico. Sendo assim, paciência e resiliência são primordiais.

Além disso, também é essencial saber da importância de oferecer, simultaneamente aos tratamentos, acesso à língua de sinais desde cedo para garantir uma comunicação mais ampla e eficaz no decorrer do tempo.

Ensino de libras nas escolas

A ausência de ensino de Libras para alunos ouvintes nas escolas públicas no Brasil já foi apontada como uma lacuna significativa. 

Aprofundando essa constatação, as autoridades destacam a existência de projetos de lei que visam abordar essa carência, reconhecendo a importância de incluir a língua de sinais no ambiente educacional de forma ampla.

Isso porque, a exploração da cultura e identidade surda nos leva a reconhecer a singularidade de cada história, além das necessidades que esse grupo demanda. 

E isso só acontece quando nos dedicamos a mergulhar nesse universo e entender o quão complexo ele pode ser.

Assim, incluir a linguagem de sinais na grade de ensino público é um passo importante, que mostra que respeitar a diversidade de identidades surdas são passos cruciais para construir uma sociedade mais inclusiva e acolhedora. Afinal, a comunicação é algo essencial para todos.

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