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Tem que lidar com muita birra? Aprenda a negociar com crianças já!

Ei, mamãe! Vamos bater um papo sobre negociar com crianças? Se você já teve alguns episódios de birra sobre os quais não queria nem falar, saiba que poderiam ter sido evitados ou, pelo menos, amenizados com uma boa conversa.

Ok, sabemos que não existem receitas mágicas na educação das crianças e que muitas delas são questionadoras e desafiam a autoridade de seus pais. Tudo isso para saberem quais são os limites e, claro, ultrapassá-los, com o objetivo de mostrar quem manda no pedaço.

A ideia, neste post aqui, é trabalhar um misto de prevenção, controle emocional e maneiras de aprender até mesmo quando a situação desandar para a birra. Acha que pode te ajudar nesse momento? Então continue a leitura!

Explique as consequências das situações

Muitas vezes nem se trata de negociar, mas de fazer uma orientação e esperar que ela seja cumprida, certo? Mas, entre obedecer à mamãe e fazer o que ela quer, há uma distância enorme e, claro, consequências a serem enfrentadas.

Então, antes que chegue ao embate de obedecer ou não, explique as consequências, como:

  • se você não arrumar sua mochila para dormir na casa de sua avó, pode esquecer alguma coisa importante, como a sunga, e não vai poder se divertir na piscina;
  • se você tirar o cinto de segurança, pode bater a cabeça e se machucar seriamente em um acidente;
  • se encostar a mão no forno quente ou mesmo brincar perto dele quando está ligado, pode se queimar, o que vai doer muito.

Provocar essa reflexão antes de alcançar o pico do dilema, quando a pirraça começa a dar as caras, ajuda a fazer com que a criança raciocine as consequências sem o calor das emoções; afinal de contas, na hora da birra, elas só querem conseguir o que pediram a todo custo, não é mesmo?

Envolva a criança emocionalmente

Em uma negociação, os dois lados querem vencer; por isso, você pode induzir o pensamento da criança e fazer com que ela tenha certeza de que saiu ganhando a parada. Como? Simples.

Primeiro, dê seu comando ou orientação. A partir do questionamento ou negativa, inverta a abordagem. Para explicar melhor, pense nos minutos que antecedem a pirraça típica do supermercado: você passa pelo freezer de iogurte e seu filho pede aquele mais caro, com bolinhas de chocolate dentro e muito açúcar na composição. Você diz “não”, e os questionamentos e choros começam a aparecer.

Antes que ele evolua para aquele show deitado no piso sujo do supermercado, diga: “Vamos levar esse outro daqui para você me ajudar a fazer aquela vitamina gostosa? Adoro quando você me ajuda.”

A proposta é irrecusável: toda criança adora fazer bagunça na cozinha e ajudar a mamãe. Por isso, vai ser levada pela emoção e expectativa de fazer a vitamina.

Entenda que o poder está no argumento (ninguém vence no grito)

Essa dica vale para os momentos de tensão, quando nenhuma medida preventiva ou para eliminar a pirraça antes que ela tomasse grandes proporções foi o suficiente.

É isso mesmo, mamãe, a cada situação será preciso investir em uma estratégia para negociar com crianças. Porém, quando nenhuma delas der certo, você terá que retomar o controle do campo de batalha, e, nessa hora, ninguém vence no grito. Literalmente.

A primeira dica? Respire fundo e acalme-se. Uma criança levada e que está fazendo birra muito provavelmente vai gritar, se debater e usar todos os recursos para te tirar do sério. Mas quer saber? Não é nada pessoal.

Ela não faz isso para te atingir diretamente, mas simplesmente porque, em algum momento no passado, essa tentativa deu certo. É preciso, então, interromper o ciclo da eficiência da pirraça, provar que ela não funciona.

Uma das maneiras de fazer isso é manter uma postura inabalável; afinal de contas, você é a pessoa mais madura e que deve mostrar autoridade nessa relação.

Seguindo nessa linha, não perca a paciência, nem grite mais alto para ser ouvida ou tome atitudes injustas, como aplicar um castigo que não está relacionado diretamente com a situação e serve apenas para puni-la.

Assim, se a criança quebrou um brinquedo durante a pirraça, por exemplo, não adianta cortar o direito de assistir à televisão ou ir à festa do amigo. Não haverá aprendizado nessa associação. Por outro lado, fazer com que ela tente arrumar o brinquedo ou junte moedinhas para levá-lo ao conserto podem ser consequências que, além de tudo, trarão uma lição importante para a criança.

Investigue as causas da birra

Além disso, é importante ter em mente que as birras podem ser manifestações de frustrações que a criança está vivendo e não sabe explicitar. Entre causas comuns, estão o cansaço, frustração, fome ou incômodo com algo que está acontecendo no entorno.

Por esse motivo, é importante que a mãe também tome uma posição investigativa e converse com calma, explorando as diferentes áreas da vida da criança:

  • Como foi seu dia na escola?
  • Por que você e seu irmão brigaram?
  • Você está gostando da aula de natação?
  • Brincou muito com seus primos?
  • Você já fez as pazes com sua amiga do prédio?

Ofereça opções ao negociar com crianças

Se seu filho tem uma personalidade mais questionadora, isso não deve ser reprimido, apenas canalizado para a forma correta e respeitável de colocar suas opiniões e dúvidas. Afinal, você não quer que sua criança, ao amadurecer, aceite as imposições da sociedade sem questionar o que é certo e errado, não é?

Então, quando surgir um conflito, ofereça opções para que ela possa avaliar qual deseja. Isso é uma forma carinhosa de também respeitar os sentimentos e opiniões dela.

Se é a hora do banho, por exemplo, é possível questionar se ela prefere levar o patinho amarelo ou a esponja de baleia para uma pequena brincadeira. Ou seja, executar a ordem da mãe não é opcional, mas ela pode escolher de qual forma será mais agradável.

A última pergunta que fica é: você vai vencer ao negociar com crianças? Vamos ser realistas: nem sempre. Porém, é importante tirar lições em todas essas situações, sejam para a mãe, sejam para os filhos.

Assim, você se sentirá mais confiante para lidar com outras demandas, como quando elas ficam mais agitadas e bagunceiras. Quer fazer um combo de leituras e saber mais sobre isso também? Então leia agora mesmo sobre como identificar e educar filhos arteiros!

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