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Sexo e amamentação: como lidar, afinal?

O período de amamentação é uma fase composta por intensas mudanças físicas e emocionais para a mulher, o que pode afetar significativamente a vida sexual do casal. 

Sendo assim, queremos abordar o assunto de forma leve e sensível, de modo a compreender melhor a relação entre sexo e amamentação, explorando as complexidades hormonais, emocionais e físicas que podem surgir nessa etapa da maternidade. 

Ainda nesse contexto, compartilharemos estratégias e sugestões para que o casal possa enfrentar as mudanças que vêm com a chegada do bebê no aspecto íntimo com empatia e respeito. 

Sexo e amamentação: como lidar, afinal?

A chegada de um bebê é uma experiência transformadora na vida de qualquer casal. E, além das alegrias e desafios da maternidade e paternidade, a amamentação pode trazer algumas mudanças significativas na vida íntima do casal. 

Isso porque, não se trata apenas de ser a “fonte de alimentação” exclusiva de um serzinho que acaba de chegar, pois vai além disso! Durante a amamentação as mulheres passam por alterações hormonais e emocionais importantes que podem impactar no desejo e na disposição para o sexo. 

Ademais, questões físicas, como o desconforto causado pelo próprio ato de amamentar, também podem influenciar negativamente na vida sexual. Mas, é importante destacar que cada mulher vive esse momento de forma única e que não existe um padrão definido.

Por isso, abordar o tema de forma aberta e honesta é o melhor caminho para que o casal encontre formas de lidar com impasses relacionados ao assunto sem que isso ganhe proporções negativas na relação.

Sexo e amamentação: entendendo melhor as mudanças hormonais e emocionais

Durante a amamentação, a produção dos hormônios prolactina e ocitocina aumentam significativamente, desencadeando o processo de lactação e auxiliando na ligação afetiva entre a mãe e o bebê. 

Do ponto de vista maternal, isso é ótimo! No entanto, o aumento desses hormônios pode levar a uma redução drástica do desejo sexual em algumas mulheres e esse é um dos pontos críticos quando se fala sobre sexo e amamentação.

Para começar, temos a prolactina, conhecida como o “hormônio da lactação”, que tem o papel de estimular a produção de leite materno, mas também está associada à diminuição da líbido, uma vez que ela interfere no funcionamento de outros hormônios sexuais, como a testosterona. 

Por outro lado, temos a ocitocina, muitas vezes chamada de “hormônio do amor”, responsável pela contração das células mamárias durante a amamentação e que também pode contribuir para fortalecer os laços emocionais da mãe com o bebê.

A questão é que essas mudanças hormonais, juntamente com os desafios emocionais e físicos que surgem durante o pós-parto, como cansaço, poucas horas de sono, estresse e possíveis alterações de humor, podem afetar o interesse da mulher pelo sexo e, consequentemente, a intimidade com o(a) parceiro(a). 

Sendo assim, é crucial que o casal esteja ciente de que será preciso enfrentar juntos esse período de oscilações nos hormônios, pois é uma fase de adaptação transitória onde sexo e amamentação precisarão ser ajustados de modo que ambos tenham seu espaço.

O papel dos hormônios na vida sexual durante a amamentação

A prolactina, como mencionado anteriormente, é fundamental para a produção do leite materno, e seus níveis tendem a aumentar conforme a frequência de mamadas cresce. Porém, esse aumento pode resultar em uma redução do desejo sexual em algumas mulheres, tornando-se um desafio para a retomada da vida íntima após o parto.

Por sua vez, a ocitocina, além de atuar nas contrações mamárias durante a amamentação, também é liberada durante o orgasmo. Nesse sentido, a relação entre ocitocina e o ápice do prazer pode ter um papel importante no fortalecimento do vínculo afetivo entre o casal e na promoção do bem-estar emocional da mulher.

Entretanto, é válido ressaltar que cada mãe pode vivenciar todas essas alterações em seu corpo de forma única, e é fundamental que o casal dialogue sobre suas necessidades e expectativas – compreendendo e respeitando o momento de oscilação hormonal sem pressão ou julgamentos.

Superando possíveis desconfortos físicos 

Sexo e amamentação costumam gerar impasses, na prática, devido a fatos como o aumento da sensibilidade nos seios, possíveis fissuras e dor nos mamilos, além da fadiga causada pela própria dedicação à amamentação. Mas, lembre-se, o corpo detém diversas zonas erógenas que vão muito além das convencionais.

Para superar esses desafios, o casal pode buscar alternativas para a intimidade, explorando outras formas de expressar afeto, carinho e desejo. Massagens relaxantes e momentos de proximidade emocional podem ser maneiras valiosas de manter a conexão durante o período de amamentação.

Além disso, é importante lembrar que o ato de amamentar pode ser prazeroso e recompensador para a mulher, pois contribui para o fortalecimento dos laços maternos com o bebê. Por isso, ao oferecer suporte e compreensão, o(a) parceiro(a) auxilia para que a mulher se sinta valorizada e amada, mesmo que a vida sexual seja temporariamente afetada.

Comunicação e respeito: a chave para que sexo e amamentação não sejam um problema

Ressaltamos novamente o quanto é essencial para o casal conversar sobre suas necessidades, desejos e expectativas em relação à vida sexual, compartilhando suas emoções e buscando compreender as mudanças vivenciadas por cada um – individualmente – na fase da amamentação.

Isso porque, ao expressar seus sentimentos com sinceridade, o casal pode encontrar soluções conjuntas para a intimidade, adaptando-se às transformações que ocorrem após a chegada do bebê. Portanto, é importante que ambos se sintam ouvidos e acolhidos, garantindo que a relação afetiva seja fortalecida.

Cada casal tem seu tempo para retomada da vida sexual

A retomada da vida sexual após o parto e durante a amamentação é uma questão que varia de casal para casal. Logo, não existe um prazo fixo ou padrão para essa retomada acontecer, pois cada mulher vivencia o pós-parto de forma única.  

Mas, é inquestionável a necessidade de respeitar os limites individuais da mulher e considerar a recuperação física e emocional dela após o nascimento do bebê. Sendo assim, conversar sobre as preocupações e sentimentos em relação à vida sexual, alinhando os pormenores com franqueza, pode ajudar a estabelecer expectativas realistas e positivas sobre esse assunto.

A pressão externa para a retomada da vida sexual deve ser deixada de lado, uma vez que cada casal sabe o que é melhor para si. Além do mais, priorizar o bem-estar físico e emocional da mulher é de suma importância para que ela se sinta, de fato, confortável e segura para compartilhar momentos de intimidade com o(a) parceiro(a).

5 dicas para manter a chama acesa durante a amamentação

Durante o período de amamentação, é possível, sim, manter a chama da intimidade acesa, mesmo com as mudanças vivenciadas pelo casal. Desse modo, vamos compartilhar algumas dicas que podem ajudar a promover maior conexão afetiva e emocional, fortalecendo o vínculo durante esse momento da vida a dois.

  • Envolvimento nos cuidados com o bebê

Compartilhar a responsabilidade nos cuidados com o bebê pode aliviar o cansaço da mulher e fortalecer o senso de parceria entre o casal. Pode parecer que isso não tem nenhuma influência, mas a mulher tende a ter muito mais disposição sexual quando não está física e emocionalmente sobrecarregada.

  • Momentos de carinho e romance

Gestos de carinho, como abraços, beijos e elogios, podem auxiliar na conexão afetiva entre o casal e manter a chama do amor acesa. Além disso, é fundamental que a mulher continue sentindo-se desejada e não apenas vista no papel exclusivo de mãe.

  • Priorizar a qualidade do tempo juntos

Mesmo com a rotina atribulada da amamentação, reservar momentos de qualidade para o casal é imprescindível. Desse modo, programar encontros, passeios e tempo de qualidade a sós pode ser uma ótima forma de fortalecer a intimidade do casal, para além dos papéis de “pais”.

  • Autoconhecimento e autocuidado

Cada pessoa pode vivenciar o pós-parto a sua maneira. Por mais que haja padrões e comportamentos esperados, ninguém pode prever exatamente como vai lidar com os desafios intrínsecos a maternidade. Desse modo, reconheça sua singularidade e respeite seus limites e desejos.

Caso perceba que lidar com sexo e amamentação tem sido uma questão importante, não hesite em dar maior atenção para resolver o problema. Do mesmo modo, valorizar o seu autocuidado pode ajudar a mulher a se sentir mais segura e confiante em sua sexualidade. Então, não abra mão disso.

  • Buscar ajuda profissional, se necessário

Caso o casal enfrente grandes dificuldades físicas na retomada da vida sexual ou questões emocionais mais complexas, buscar ajuda de um profissional especializado pode ser uma opção positiva para o bem-estar de ambos. 

O ideal é não esperar que os desafios ganhem força, pois desfazer os embaraços no início evitará maiores desgastes no futuro. Sexo e amamentação podem ser conciliados se houver disposição e interesse do casal em fazê-lo. Então, não deixe para depois, lembrando que se trata do seu relacionamento a dois que veio muito antes da maternidade.

Ademais, não faça a jornada sozinha, pois cada passo dado juntos fortalecerá o vínculo afetivo, construindo uma base mais sólida para uma vida conjugal plena e feliz. Sendo assim, o casal pode construir uma trajetória de amor e compreensão durante essa fase tão especial da maternidade e paternidade.

Daqui onde estamos, desejamos que cada casal encontre o melhor caminho, o seu próprio caminho, nutrindo sempre um elo de amor e companheirismo em meio às transformações e descobertas que ter um filho nos traz.

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