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Destro ou canhoto: descubra o lado dominante do pequeno em 3 passos!

Destro ou canhoto

Olá, mamãe curiosa! Se chegou até aqui, é por que está doida para descobrir se o pequeno é destro ou canhoto, né? Não julgaremos você, afinal, a mãe se interessa por absolutamente todos os detalhes da cria. Mas, e se a gente disser que esse assunto é mesmo muito relevante?

Sim! Nessa fase de aprendizagem intensa que é a primeira infância, descobrir isso é muito útil para que os estímulos físicos sejam feitos com respeito ao lado dominante da criança. Principalmente durante o início da alfabetização: tentar ensinar um canhoto a escrever com a mão direita pode gerar frustrações e atrasos no processo, e vice-versa.

Por isso, acompanhe este texto, aprenda mais sobre o assunto e confira um método supimpa para tirar essa dúvida de vez!

Por que é importante descobrir o lado dominante da criança?

Se você estiver disposta a ler mais sobre o assunto, na dissertação de mestrado do Dr. Antonio Barros Filho, da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), ele discute sobre o fenômeno da lateralidade dominante e as implicações no desenvolvimento da criança.

Ele traz alguns estudos que indicam que a criança já demonstra indícios de qual é o seu lado dominante a partir dos 2 anos. Agora, a definição plena se o pequeno é destro ou canhoto se dá por volta dos 5 anos. Nesse meio tempo, a influência do meio pode mudar a lateralidade da criança.

É isso o que acontece se ela é forçada a utilizar mais um lado do que o outro funcionalmente — o que é comum, viu? Principalmente para crianças naturalmente canhotas. Mas aí mora um grande problema, pois isso pode levar ao que os especialistas chamam de “lateralidade contrariada” ou “inversão da lateralidade”.

Segundo as pesquisas reunidas pelo pesquisador, interferir no desenvolvimento natural do lado dominante das crianças pode levar a problemas motores, dificuldades na orientação espaço-temporal e prejuízos no rendimento escolar.

O pesquisador explica que, a partir dos 3-4 anos, a criança começa a ter uma educação motora, com atividades de alfabetização. Se for orientada a utilizar uma das mãos como predominante que não corresponde à sua natural, terá perturbações de lateralidade, o que, até os 7 anos, pode implicar em dificuldades na escrita.

Além do pior: impactos psicológicos negativos, já que pode haver abalos na autoestima infantil devido à dificuldade em aprender a escrever. Angústia, sentimento de rejeição e insegurança são consequências que acabam vindo junto.

Afinal, qual é o significado de ser destro ou canhoto?

Em primeiro lugar, saiba que ser destro ou canhoto não é escolha. Dá para aprender? Sim. Mas a lateralidade é genética, por isso, é mais difícil se tornar eficiente com o lado que não é dominante.Talvez você se lembre que era “cool” escrever com a mão na esquerda na época de adolescente.

Inclusive, muita gente ficava treinando para conseguir esse feito. Afinal, os canhotos são “diferentões” — somente 10 a 12% da população mundial tem o lado esquerdo como dominante. Por causa disso, ganharam até data: o Dia Mundial dos Canhotos, comemorado em 13 de agosto.

Mas nem sempre foi assim: os canhotos têm uma história de estigmatização que percorre milênios. Para que você tenha uma ideia, ter a esquerda dominante foi chamado de “sinistrismo” por muito tempo, sendo que a palavra sinistro também se relaciona a “suspeito”, “ameaçador” ou até “azarado”.

Como descobrir o lado dominante do pequeno?

Agora, sabia que ser destro ou canhoto vai além da mão dominante para escrita? Quando falamos de lateralidade dominante, nos referimos ao corpo todo. Daí surge o método supimpa que comentamos para descobrir o lado mais utilizado pelo seu filho.

O nome é um palavrão de respeito: Teste de Dominância Lateral de Harris, que determina o lado dominante a partir de “mão-pé-olho”. É fácil: basta aplicar alguns exercícios e estímulos para ver qual mão, pé ou olho seu filho prefere utilizar, ou observar o comportamento motor em brincadeiras e atividades.

1. Comece observando as mãozinhas

No dia a dia, preste atenção na mãozinha que seu filho mais utiliza na hora de pegar os brinquedos, levar os doces (quer dizer, os vegetais!) à boca, coçar a cabeça quando está com sono etc. Ainda, você pode utilizar estímulos controlados para fazer essas análises.

No teste original de Harris — que você pode conferir no artigo sobre lateralidade manual, ocular e dos membros anteriores, produzido por pesquisadoras de universidades federais do Brasil —, as crianças eram orientadas a mostrar como utilizavam uma série de objetos colocados na frente delas, como:

  • arremessar uma bola de tênis;
  • dar corda em um relógio de corda;
  • martelar um prego (cuidado aqui, hein!);
  • escovar os dentes;
  • pentear os cabelos;
  • virar a maçaneta de uma porta em miniatura (ou pode ser uma de verdade);
  • assoar o nariz com lenço;
  • cortar papel com uma tesoura;
  • cortar algo utilizando uma faca (sem ponta!);
  • utilizar o material escolar, como caneta, lápis e borracha.

2. Parta para os experimentos com a visão

Outra maneira de descobrir o lado dominante do pequeno é observar qual olho ele prefere na hora de mirar. Para tanto, o que era feito no teste de Harris era entregar à criança uma folha de cartolina enrolada, formando um tubo, para ver se ela levava essa “luneta” ao olho esquerdo ou direito.

Isso demonstra qual é o lado preferido do pequeno quando ele precisa de uma visão mais atenta. Você pode inventar uma historinha de pirata ou convidar a criança para uma brincadeira de observação das estrelas e fazer esse teste.

3. Também vale olhar os impulsos com os pés

Na última etapa do teste de Harris, a atenção recai sobre os membros anteriores. Basta observar qual pé a criança utiliza para chutar, se a bola está parada na sua frente. Outra dica é pedir para o pequeno se equilibrar em um pé só se ele for maiorzinho — normalmente, a gente prefere a perna dominante para isso.

Além desses três passos do teste de Harris, você pode descobrir o lado dominante do seu filho observando para qual lado ele costuma virar a cabeça com mais frequência, o ouvido utilizado para falar ao telefone (que pode ser de mentirinha) ou o lado que ele encosta na parede se você pedir para ele escutá-la.

Com essas dicas, você tem um bom arsenal de exercícios para descobrir se o pequeno é destro ou canhoto. Além disso, aprendeu que o assunto é muito importante, pois tem impactos diretos no desenvolvimento motor e psicológico das crianças.

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