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Tudo sobre puerpério

O puerpério, muitas vezes chamado de “quarentena” – embora não se restrinja a esse período em dias – é um capítulo único na jornada da maternidade. Isso porque se refere a uma etapa de transição, onde o corpo da mulher experimenta mudanças profundas e as emoções ficam à flor da pele. 

Isso acontece, porque após abrigar e nutrir uma vida por cerca de 40 semanas, o corpo da mãe passa por uma série de transformações notáveis, desde a recuperação do útero até as mudanças nos seios e as possíveis cicatrizes da cesariana.

No entanto, o puerpério não é apenas sobre as mudanças físicas, pois carrega uma carga emocional igualmente intensa. A principal razão está nas flutuações hormonais que podem levar a uma montanha-russa de sentimentos, desde a euforia até a tristeza profunda. 

Baby blues e depressão pós-parto são tópicos que muitas vezes não são discutidos o suficiente, mas que merecem toda a atenção. Sendo assim, é válido dizer que o puerpério é uma fase que merece ser mais bem compreendida, respeitada e discutida, pois marca não apenas o nascimento de um filho, mas também o surgimento de uma mãe. 

Puerpério: entendendo as transformações físicas

Uma das partes mais visíveis e imediatas do puerpério envolve as transformações físicas que o corpo da mulher experimenta após o parto. Essas mudanças resultam de um processo complexo de adaptação que começa imediatamente após o nascimento do bebê.

O ventre

Durante a gravidez, o útero se expande para acomodar o crescimento do feto, e após o parto, ele inicia o processo de contração e redução ao seu tamanho normal. Mas, esse processamento vem acompanhado por um sangramento vaginal, conhecido como lóquios, que pode durar algumas semanas.

Outra mudança é a recuperação dos músculos abdominais, que durante a gravidez se separam para acomodar o útero em crescimento. No pós-parto, eles gradualmente começam a se reaproximar para voltar ao antigo local. Apesar de vermos na mídia algumas mulheres ostentando abdomens plenos pouco tempo após dar à luz, o mais comum é que o corpo da mulher leve vários meses para voltar à antiga forma. Isso dependerá de vários fatores como: genética, alimentação, rotina de exercícios e outros cuidados.

Seios

Os seios também passam por transformações notáveis, uma vez que logo após o parto, o corpo começa a produzir colostro, um líquido rico em nutrientes e anticorpos que é o primeiro alimento do bebê. 

Com o tempo, a produção de leite materno aumenta, e os seios tendem a inchar e ficar sensíveis. Porém, a amamentação é uma parte fundamental do puerpério, fornecendo nutrição e estabelecendo um vínculo especial entre mãe e bebê. Costuma ser uma fase desafiadora, mas extremamente compensadora no fim das contas.

Cicatrizes do parto

Além das questões envolvendo o ventre e os seios, muitas mulheres experimentam cicatrizes da cesariana ou episiotomia, no caso do parto vaginal. Contudo, essas cicatrizes podem variar em tamanho e desconforto, mas geralmente diminuem com o tempo e os cuidados adequados.

Cada mulher experimenta o puerpério de maneira única, ou seja, à sua própria maneira, e o tempo necessário para se recuperar completamente pode variar. Por isso, não se cobrar, não se comparar, nutrir paciência consigo mesma e ter apoio adequado são essenciais durante essa fase de adaptação física. 

Flutuações emocionais no puerpério 

Uma das emoções mais comuns é a tristeza pós-parto, conhecida como baby blues. Isso geralmente ocorre nos primeiros dias após o parto e pode incluir sentimentos de choro frequente, irritabilidade e ansiedade. 

Baby Blues

É importante reconhecer que o baby blues é uma reação normal às mudanças hormonais e ao estresse do parto, e geralmente desaparece por conta própria algumas semanas após o nascimento do bebê. Outra emoção que muitas mulheres também experimentam é a ansiedade. 

Ela vem junto a preocupação com o bem-estar do bebê, com a capacidade de ser uma boa mãe e com o ajuste às novas responsabilidades. Todas essas demandas juntas em um momento de fragilidade física e emocional podem ser esmagadoras. Porém, são contornáveis. Não se culpar por sentir-se assim é a dica de ouro.

Mas, apesar de comum, se essa ansiedade se torna intensa e persistente, pode evoluir para um transtorno que requer apoio profissional. Contudo, mães que se preparam antecipadamente, se informando e providenciando o que será necessário tendem a não sofrer com tantas preocupações.

Depressão pós-parto

A depressão pós-parto é uma condição mais grave que afeta uma proporção significativa de mães. Os sintomas incluem tristeza profunda, falta de energia, perda de interesse nas atividades diárias e dificuldade em criar um vínculo emocional com o bebê. 

Esse tipo de depressão não deve ser subestimada e requer tratamento imediato, muitas vezes com terapia e, em alguns casos, medicação. 

Além disso, algumas mães podem sentir-se sobrecarregadas pela responsabilidade da maternidade e podem experimentar episódios de raiva ou frustração. Embora não seja legal sentir tudo isso, é perfeitamente normal que aconteça. O ponto de atenção é acolher os sentimentos e buscar soluções para o que está causando-os. 

Por outro lado, é de suma importância ressaltar que muitas mães também experimentam sentimentos intensos de amor e alegria ao segurar seus bebês nos braços. São emoções realmente únicas e esses momentos de conexão profunda podem compensar os desafios emocionais negativos do puerpério.

A importância do apoio emocional durante o puerpério

Primeiramente, é essencial que as mães se sintam ouvidas e compreendidas. Muitas vezes, simplesmente compartilhar seus sentimentos e preocupações com alguém pode trazer alívio. Assim, ter pessoas que as escutem sem julgamento pode reduzir o isolamento emocional que algumas mães podem sentir.

O apoio emocional também pode vir na forma de ajuda prática. Dessa forma, amigos e familiares podem oferecer assistência com tarefas domésticas, cuidados com o bebê ou preparação de refeições. 

É essa ajuda prática que possibilita que as mães tenham tempo para descansar e se recuperar. Ademais, os parceiros desempenham um papel fundamental no puerpério, pois podem oferecer maior suporte emocional, ajudando até no fortalecimento da união que tende a se transformar depois da chegada dos filhos.

O puerpério em diferentes culturas

Em algumas culturas, o puerpério é visto como um momento sagrado e especial, onde as mães são cercadas de cuidados e apoio de familiares e da comunidade. Muitas vezes, há rituais de passagem e celebrações para marcar essa transição importante na vida de uma mulher.

Por outro lado, em algumas culturas, o puerpério pode ser associado a estigmas e restrições, onde as mães podem ser instruídas a seguir regras mais rígidas sobre alimentação, comportamento e interação social. 

Nesse caso, as restrições criam desafios adicionais para as mães, especialmente aquelas que vivem em comunidades onde a pressão cultural é forte. Mas, a compreensão das diferentes perspectivas culturais sobre o puerpério é essencial para todos, sobretudo os profissionais de saúde que trabalham com mães de diferentes origens culturais. 

Isso porque, é crucial considerar que as crenças desempenham um papel significativo na experiência das mulheres e que o respeito por esse aspecto é fundamental. Portanto, em um momento onde a mulher está tão vulnerável, entender seus sentimentos versus suas origens culturais ajudará quem deseja dar apoio a escolher a melhor maneira de fazer isso.

Estratégias para um puerpério saudável

Existem estratégias que podem ajudar as mães a passarem por esse período de forma saudável e positiva. Aqui estão algumas dicas que podem fazer uma grande diferença:

Cuide de si mesma: Lembre-se de que cuidar de você mesma é essencial para cuidar do seu bebê. Tente encontrar um tempo para relaxar, fazer atividades que você goste e manter uma dieta equilibrada.

Comunique-se: Fale com seu parceiro sobre suas necessidades, preocupações e sentimentos. Compartilhar suas emoções pode fortalecer o relacionamento e ajuda para que seu companheiro se acostume a apoiá-la nos cuidados com o filho.

Estabeleça limites: Não tenha medo de definir limites com visitantes e familiares, pois é importante garantir que você e seu bebê tenham tempo para descansar e se adaptar à nova dinâmica da família. É possível fazer isso sem ser ofensiva, porém, sendo honesta.

Aceite a mudança: Esteja preparada para mudanças em sua rotina, prioridades e estilo de vida, pois a adaptação leva tempo. Não lute contra essas mudanças, pois elas são certas e o melhor é lidar com o assunto de forma prática e madura.

Fique atenta e informada: Conheça os sinais de alerta para a depressão pós-parto e outras questões de saúde. Se você sente que precisa de ajuda profissional, não hesite em procurar um psicólogo ou outro profissional da saúde. Lembre-se de que isso pode ser preciso ainda no primeiro mês após o nascimento do bebê, então, lide com o problema o quanto antes sem deixá-lo ganhar proporções maiores.

Tenha expectativas realistas: Não esqueça de que cada experiência de puerpério é exclusiva, então, não compare sua jornada com a de outras mães. Se informe como foi com outras mulheres apenas como referência, mas tenha expectativas realistas e esteja preparada para altos e baixos.

Reconstrução da identidade: O puerpério também oferece uma oportunidade para a mãe reconstruir sua identidade de maneira mais autêntica, uma vez que ela pode descobrir novos aspectos de si mesma e desenvolver um senso de empoderamento como mãe.

O puerpério é uma fase desafiadora, mas também é um período de crescimento, aprendizado, evolução pessoal e conexão profunda com seu bebê. Ao adotar as estratégias que sugerimos e manter uma mentalidade positiva, você poderá navegar por esse período com mais confiança e serenidade. 

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