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Meu bebê não quer comer: posso dar mais leite?

Um dos temas mais delicados e que costuma gerar preocupações é a alimentação dos pequenos. A frase “meu bebê não quer comer” é famosa em grupos de mães – principalmente de primeira viagem – e nas consultas pediátricas.

Sem dúvida é uma preocupação muito legitima, afinal toda boa mãe quer ver seu filho feliz e saudável, o que inclui não apenas a alimentação em si, mas a qualidade os alimentos que o bebê consome.

Inicialmente, a amamentação em livre demanda é uma boa opção, entretanto, organizar essas mamadas a cada duas horas nos primeiros meses é uma maneira de começar a estabelecer uma rotina alimentar organizada desde os primeiros dias.

Com o passar do tempo, o espaço entre as mamadas tendencialmente deve aumentar, mas esse padrão varia muito, pois cada bebê vai estabelecer seu ritmo. Passados os meses iniciais, o leite deixa de ser o único alimento e a rotina alimentar precisa mudar.

Alimentação do bebê a partir do 6 meses

A partir do sexto mês e seguindo recomendações do pediatra, a introdução de frutas em papinha  pode começar a ser oferecida no lanche da manhã. De acordo com a aceitação da criança, 2 ou 3 colheres de sopa rasas são suficientes.

Sétimo mês

No sétimo mês, a introdução de papa salgada no almoço já pode fazer parte da rotina. O intervalo entre as refeições pode ser espaçado a cada 3 horas. Contudo, se o bebê não aceitar a papinha do lanche ou do almoço, não é interessante oferecer o leite como substituto.

Crianças lidam e entendem bem padrões e é por isso que rotina é algo que costuma ajudar muito no dia a dia. Quando falamos de rotina, nos referimos a 90% do tempo, sabendo que exceções podem acontecer.

Oitavo mês

Chegando ao oitavo mês, a papa salgada poderá ser oferecida no jantar também e não tem problema ser a mesma receita do almoço. O importante é ter variedade para que a criança possa experimentar sabores e texturas novas, em média, a cada dois dias.

Nono mês em diante

Entre 9 e 10 meses o bebê já pode consumir o mesmo cardápio da família, respeitando apenas a necessidade de deixar alguns alimentos em pedaços menores.

Até aqui tudo certo, porém,  e se o bebê não aceitar a papa de frutas ou a papa salgada? Ele deverá ficar sem comer ou posso substituir pelo leite? Em casos como esse cabe uma ação estratégica.

O que fazer quando o bebê não quer comer

Falamos de rotina no começo deste artigo e na fase de introdução alimentar ela se torna ainda mais importante. O bebê que fica sem comer ou beber por até 3 horas deverá sentir fome, então quando esse intervalo é respeitado o apetite deverá dar sinais nos períodos certos.

Se em menos de duas horas o bebê ingeriu qualquer coisa, por menor que seja a quantidade, saiba que isso pode interferir na fome. Se for o caso, a pergunta é: o bebê não quer comer ou ainda está de barriguinha cheia?

Os bebês não costumam comer muito, ao contrário do que muitos pais acreditam. Então, não gere expectativas para que a criança consuma grandes quantidades das papinhas. Se houver recusa, não substitua por leite ou qualquer outro alimento.

Aguarde mais uma hora e ofereça novamente, caso o bebê ainda recuse, dispense a papinha e ofereça outra opção de alimento alguns minutos depois. Para a próxima refeição, escolha outros sabores e combinações e observe a aceitação do bebê para cada tipo de alimento em diferentes receitas e consistências.

Tocar os alimentos faz parte da experiência do bebê

Permita que ela veja os alimentos e se interesse por eles, por esse motivo, não misture os alimentos, amasse com garfo ou desfie, mas deixe que o bebe prove separadamente o que tem no pratinho dele. E nessa hora, sem neura com sujeira, se o bebê quiser tocar os alimentos, deixe-o fazer isso.

Não há alimentos naturais que sejam proibidos, a dica de ouro está no tempero e na forma de apresentação, por exemplo: batatas, mandioquinha e cenouras podem ser servidas amassadinhas, depois em quadradinhos, mais macias ou mais durinhas e em purês.

A consistência também é algo que o bebê deve experimentar e até mesmo ter preferência, assim como nós. Tudo para ele é novo, então não tenha pressa neste momento.

Dicas de alimentação para bebês e crianças

Existem fases no desenvolvimento das crianças que podem impactar na alimentação, fazendo com que elas recusem ou comam em menor quantidade. Isso é totalmente natural e até esperado.

Surgimento da dentição

Devido ao inchaço das gengivas, que dura de 2 até 10 dias, a criança tende a ficar irritada e pode ter alteração no ritmo alimentar. Respeite o período e ofereça refeições em consistências ainda mais macias.

Se o bebê estiver doentinho, também não force a barra. Priorize líquidos e o que mais ele aceitar quando a situação for essa, pois o apetite pode se alterar com um simples resfriado.

Paladar inicial

O bebê não gosta de determinado alimento! Será mesmo? Se você ofereceu um alimento novo e o bebê recusou, não desista e tente outras vezes considerando receitas e texturas diferentes.

Use pouco sal e prefira sempre temperos naturais. Alimentos adocicados geralmente são mais bem recebidos e é por isso que a sugestão é começar com a papinha de frutas.

Os alimentos salgados tendem a pedir mais persistência, então seja paciente, pois até as crianças maiores podem passar a aceitar alimentos que antes não gostavam.

A sobremesa é mais importante

Fazer o joguinho “se comer tudo vai ganhar sobremesa” não é legal, porque a criança passa a acreditar que o mais importante vem depois da refeição principal, o que não é verdade.

A sobremesa não é uma refeição obrigatória e deve ser um complemento e não uma recompensa.

Hidratação

Quando iniciar com as papinhas, que vai incluir alimentos mais sólidos, a ingestão de água está liberada e é interessante que mantenha seu bebê bem hidratado.

Importância das fibras que vem das frutas

A pediatria divide opiniões nesse aspecto, algumas sugerem o uso de suquinhos a partir de 6 meses e outras preferem que sejam oferecidas em pequenas quantidades somente após 1 ano.

O divisor está na quantidade de açúcar, pois mesmo que ela não seja adicionada, as frutas naturalmente são doces e para fazer um copo de suco são necessárias mais unidades – consequentemente, mais açúcar – do que se a criança consumisse a fruta isoladamente.

Independentemente da linha que você escolher, oferecer frutas em pedaços é saudável porque dá para o bebê a oportunidade de ter uma experimentação mais completa desse alimento e a ingestão de fibras é muito maior.

Suquinhos em baixas quantidades, até 150ml não geram problemas de saúde. O segredo está na quantidade e na frequência. É o que a grande maioria dos pediatras recomenda.

Conclusão

 Muitas pessoas que já passaram dessa fase com seus filhos gostam de aconselhar novas mamães com base em suas experiências, receba as informações e seja empática, entretanto, filtre, sabendo que muitas orientações antigas foram atualizadas com base em novos estudos.

Você mesma deve ter recebido cuidados diferentes dos que oferece atualmente ao seu filho e está tudo bem. A ciência trouxe novidades importantes para evitar problemas com  obesidade infantil, diabetes e outras doenças que podem acometer crianças por meio da alimentação.

Esperamos que este conteúdo possa ter contribuído para que consiga lidar melhor com essa fase desafiadora do seu bebê, sabendo que sua preocupação faz sentido e que esses são desafios que certamente poderá transpor com amor e paciência – típico das mães.   Se quiser mais informações sobre esse assunto nesse post aqui falamos sobre os mitos e as verdades sobre a alimentação infantil.

Caso queira perguntar algo ou sugerir algum tema, sinta-se à vontade, estamos aqui para vocês, vamos conversar!

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