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Seu filho está enfrentando ansiedade de separação? Saiba agora mesmo o que fazer!

ansiedade de separação

Seu filho não consegue ficar longe de você? Ele tende a querer estar sempre por perto, negar possíveis despedidas e, até mesmo, ficar doente diante de longos períodos distante de você? Ele pode sofrer de ansiedade de separação.

Diante da necessidade de retomar a rotina, voltando para o trabalho e outras questões a serem resolvidas sem os pequenos por perto, como lidar com essa situação? De que forma conseguir fazê-lo superar essa questão?

Mostraremos as respostas a essas perguntas a seguir. Confira!

O que é a ansiedade de separação?

A ansiedade de separação é o nome do sentimento que a criança tem diante do momento no qual ela se afasta dos pais, mesmo que por pouco tempo. É comum pelo fato de que, normalmente, a criança não se afasta dos pais nos primeiros meses de vida, sendo um momento novo para ela lidar.

A ansiedade de separação normalmente ocorre, de forma mais intensa, entre o 10º e o 18º mês de vida. Contudo, seus primeiros sintomas podem ser sentidos bem antes, logo no 4º mês. É nessa fase que a criança passa a ter consciência de que ele e mãe são seres distintos e que ela pode se afastar — o que, considerando que ele é um ser totalmente dependente, configuraria um risco para ele.

Dessa forma, é normal que a criança chore com a ausência dos pais, principalmente com a mãe. Em alguns casos, os sintomas vão ainda mais além, com a redução de apetite, insônia, febre emocional, agressividade, entre outros.

Normalmente passa quando a criança consegue entender que a separação é necessária e temporária, ou seja, ele não ficará sem os pais, independentemente do tempo distante. Para isso, é fundamental que os pais entendam como ela é composta, suas fases e como agir para melhorar a situação.

Quais são as fases da ansiedade de separação?

A ansiedade de separação passa por diversas fases, de acordo com a idade do pequeno. Veja as principais e suas características a seguir.

4 meses a 1 ano

A criança ainda é nova e não tem discernimento para compreender que a separação é necessária e saudável. Nessa fase, é fundamental que os pais não deixem as crianças com quem não estão habituados a conviver (por exemplo, um primo distante que nunca viram e não voltarão a ver), para não gerar desconforto por estarem com alguém que não têm um vínculo.

Caso a criança vá conhecer alguém que não está acostumado, é preciso ter alguém que ela confie por perto durante as interações, dando-lhe segurança. Isso auxilia a diminuir a ansiedade do bebê.

1 a 2 anos

A criança, nesse momento, já tem um maior domínio da linguagem, não só falando, mas entendendo melhor o que os pais falam. Caso precise sair, explique para a criança que vai voltar. Sempre avise a ela, mesmo que leve a uma crise de separação. Não saia de fininho e nem tente desaparecer, achando que ela não vai notar. Sempre faça despedidas tranquilas e a acalme caso seja necessário.

2 anos em diante

Nesse ponto, as crianças tendem a ficar mais tempo sozinhas, mas ainda podem sofrer com ansiedade de separação, principalmente se ainda não foram para creche ou escolinha. Diante disso, é importante avaliar com um psicoterapeuta o que ocorre, para realizar um processo mais saudável para a criança.

Como amenizar a ansiedade de separação?

Algumas estratégias podem ser utilizadas para amenizar a ansiedade de separação e conseguir uma melhor relação com a criança. Veja algumas delas a seguir.

Faça brincadeiras de esconder

Para que a criança aprenda, de forma lúdica, como os pais podem se ausentar tranquilamente, pode-se ensiná-la a brincar de esconde-esconde. Com isso, ela, por meio da diversão, aprende que os pais podem sair de perto por um tempo, mas retornarão sem maiores problemas.

Converse com a criança sobre a importância da ausência

Quando já estamos em uma fase mais avançada (1 ano em diante), os pais podem conversar com os pequenos sobre a importância da ausência e que eles sempre retornarão, mesmo que demorem mais do que a criança gostaria. Essa conversa precisa passar uma sensação de segurança para eles, evitando uma postura punitiva ou falando que as crianças não têm mais idade para aquilo.

Evite ameaças

Diante do quadro de ansiedade de separação, é fundamental que os pais promovam segurança para eles e não qualquer tipo de ameaça que façam eles sentirem medo desse momento. As crianças precisam aprender a lidar com seus sentimentos e não é por meio da ameaça de um castigo que conseguirão. Pelo contrário, elas internalizarão o receio e poderão ter problemas futuros para lidar com seus sentimentos.

Não provoque medo na criança

Outro ponto importante é nunca provocar medo na criança. Não a ameace com “você precisa lidar com isso, pode ser que eu não volte” ou frases semelhantes. Lembre-se de que nessa fase, com a maturidade emocional que elas têm, é fundamental promover segurança antes de qualquer coisa.

O que pode provocar um aumento da duração da ansiedade de separação?

A partir dos 2 anos, temos já um caso clássico de ansiedades de separação mais extensas e que merecem cuidados por parte dos pais. Alguns fatores podem levar a isso, tais como:

  • separação e divórcio dos pais;
  • brigas constantes em casa;
  • falta de tempo de qualidade dedicado às crianças;
  • postura punitiva, sem oferecer segurança para os pequenos;
  • diminuição da autoestima da criança;
  • não se sente especial para os pais.

O que fazer diante desses casos?

Quando a ansiedade de separação começa a perdurar por muito tempo, podemos ter um desenvolvimento para um Distúrbio de Ansiedade de Separação, o que exige maiores cuidados por parte dos pais. Isso porque se passa a ter chances de comprometimento da própria rotina e da saúde da criança.

Nesses casos, contar com ajuda profissional é fundamental para que se possa promover um desenvolvimento adequado da resiliência emocional da criança, de forma que ela consiga lidar com seus sentimentos e amadurecê-los ao longo do tempo.

A psicoterapia pode ser uma aliada importante nesse processo, de forma a entender quais são os fatores que influenciam nisso, tratá-los junto aos pequenos e orientar os pais para as melhores condutas, para evitar o agravamento do quadro e conseguir auxiliar no desenvolvimento emocional dos pequenos.

A ansiedade de separação é um momento normal na vida das crianças. Entretanto, com os procedimentos e condutas adequadas, é possível amenizar esse sofrimento e fazer com que eles consigam lidar melhor com essas questões.

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