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Birdnesting: conheça esse modelo de guarda compartilhada

O divórcio é uma realidade para muitas mães, pais e filhos. É também uma situação delicada para todos os envolvidos – sobretudo os filhos. Mas, não tem jeito, será preciso definir uma nova rotina para as crianças frente a separação dos pais.

No birdnesting, os filhos são poupados por um lado, mas os pais divorciados passam a lidar com todos os ônus iniciais que vem com a separação.

O fim de um relacionamento nunca é agradável, então além de gerir as próprias emoções, os adultos também devem se dividir com as questões práticas envolvendo as crianças.

O birdnesting é uma alternativa às opções de guarda compartilhada que já existem, e pode auxiliar muitas famílias a passarem pelo período do divórcio de maneira menos sofrida.

O que é birdnesting?

O termo birdnesting vem do inglês, e em uma tradução livre se refere a “ninho de pássaro”. A referência é porque as aves mantém os filhotes sempre dentro do ninho, e são os pais que se revezam nas saídas, se alternando nos cuidados com seus bebês.

Já com relação à guarda compartilhada, o modelo é muito semelhante, pois os filhos permanecem em casa – o suposto ninho – e são os pais divorciados que se deslocam para encontrá-los e passar um tempo com eles.

Na prática, os filhos se mantém na casa onde já residem e sua rotina é preservada, tendo poucas alterações. Os pais divorciados manterão uma convivência alternada com as crianças nesta mesma casa.

Sendo assim, quando o pai está presente a mãe se dirige para outra residência e vice-versa. Nesse esquema, o birdnesting proporciona aos filhos maior estabilidade emocional e psicológica, diante do divórcio dos pais.

Já para os pais, otimiza de certo modo a logística e pode haver mais flexibilidade na divisão dos cuidados com as crianças.

Como funciona o birdnesting

No modelo tradicional de birdnesting, se estabelece uma nova dinâmica com relação à residência dos pais divorciados.

Como os filhos vão permanecer no imóvel onde a família residia antes, após o divórcio, o ex-casal vai escolher um outro imóvel que servirá para uso de ambos.

Porém, esse uso está previsto para acontecer quando um dos dois estiver com os filhos na casa antiga.

Ou seja, é uma moradia compartilhada, mas com ressalvas, pois serve basicamente para que um dos pais tenha onde ficar enquanto o outro passa seu tempo com as crianças.

Mas, e se os pais não quiserem compartilhar o mesmo espaço?

Se os pais tiverem capacidade financeira, poderão providenciar uma nova residência individual para cada um. Não há necessariamente uma obrigação de compartilhar uma moradia nos moldes do birdnesting tradicional com o ex-cônjuge.

É possível também que os pais divorciados escolham voltar a residir com os próprios pais, ou talvez com outros parentes – ou até mesmo com amigos.

Segundo Ann Buscho, terapeuta e escritora do livro “The Parent’s Guide to Birdnesting”, para os ex-casais que tenham uma condição financeira mais abastada, a compra de imóveis separados para cada ex-cônjuge é uma opção.

Ou, reformar o imóvel atual onde as crianças estão, anexando um espaço apropriado para que um dos pais se acomode nos dias de folga com os cuidados.

Como é na prática para os pais divorciados?

Os adultos terão um novo endereço, uma nova rotina,  e há também a logística que envolve tudo isso. Em algum momento, um dos pais pode começar um novo relacionamento e isso também deve ser levado em conta para quem escolhe o birdnesting.

Desse modo, é preciso ter ciência de que o ex-casal sai totalmente de sua zona de conforto na tentativa de preservar os filhos com relação aos impactos da separação.

Mas, com maturidade,  ambos os pais devem priorizar também o bom relacionamento após o divórcio, pois só assim o birdnesting poderá funcionar.

Se a separação não for pacífica, esse modelo de guarda compartilhada provavelmente não será a melhor opção.

O birdnesting é um modelo positivo para as crianças?

No birdnesting o ônus da adaptação à nova realidade recai quase inteiramente sobre os pais divorciados. É interessante entender que, de fato, são os adultos que possuem recursos emocionais para lidar com o estresse da situação.

Por mais que o divórcio seja amigável, se trata de uma família se desfazendo e as crianças nunca encaram a separação dos pais de maneira positiva. Em um primeiro momento, é sempre complexo para os filhos aceitarem o distanciamento de um dos pais.

O birdnesting minimiza consideravelmente as alterações na rotina das crianças, e sob esse ponto de vista, esse modelo de guarda compartilhada é positivo para os filhos.

Quando os pais assumem uma postura amigável, as crianças tendem a colocar o ressentimento em segundo plano, percebendo que a convivência com os pais se manterá em um novo contexto. Isso é importante, pois crianças precisam estabilidade para sentirem-se seguras.

Por outro lado, o birdnesting garante para os pais a possibilidade de manter uma presença significativa na vida dos filhos, mesmo durante um estressante processo de separação.

Um arranjo de curto prazo

Proteger os filhos do desgaste emocional de um divórcio é positivo, assim como mantê-los dentro do ambiente no qual já estão acostumados também é bom. Porém, o birdnesting deve ser considerando também a idade e maturidade dos filhos.

Para grande parte dos ex-casais, se trata de uma alternativa realmente provisória. O prazo médio para a conclusão de um divórcio, incluindo a venda de bens é de 2 anos. Sendo assim, esse é o período médio que costuma durar.

De fato, esse pode ser o tempo necessário para que o ex-casal se reestruture e os filhos se adaptem a rotina de ter pais divorciados. Mas, se os pais não se adaptarem ao birdnesting, pode se findar bem antes.

O birdnesting e as finanças da família

O birdnesting não é uma opção para todas as famílias. A vida financeira pós separação é um dos principais aspectos para um ex-casal pensar na viabilidade do birdnesting.

Para começar, haverá os custos tradicionais que envolvem a contratação de um advogado para lidar com as questões jurídicas da separação.

Outro ponto de atenção é que muitos pais divorciados podem não ter condições financeiras para arcar com os custos de uma nova moradia compartilhada. Além disso, nem todos possuem rede de apoio que possa ceder uma acomodação provisória sem custos.

Também vale mencionar que na divisão de bens, o imóvel que teoricamente deveria servir para os filhos permanecerem, talvez precise ser vendido. Isso porque é comum que a residência seja o único ou o principal bem que um casal possui.

Concluindo

Os filhos representam parte de um legado, são dádivas para toda a vida dos pais, mesmo que o relacionamento se desfaça, o vínculo entre pais e filhos se mantém para sempre.

Sob esse ponto de vista, ambos os pais devem unir esforços para que apenas os laços matrimoniais sejam desfeitos, sem que isso afete completamente a relação com as crianças.

Desse modo, o birdnesting é uma alternativa que deve ser discutida pelo ex-casal, colocando de lado seus desentendimentos, diferenças e interesses, para priorizar o bem-estar físico e emocional dos filhos.

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